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Sistema Imunológico – Mecanismos de defesa

Categoria(s): Biologia, Bioquímica, Imunologia, Infectologia, Inflamação




Resenha

As defesas contra os microrganismos dependem da capacidade do indivíduo produzir substâncias e células do sistema imunológico. Para que isso ocorre todo o indivíduo deve estar bem nutrido e ter o sistema genéticamente integro. A primeira linha de defesa ocorre localmente com secreções normais, seguida de migração local de células de defesa, especialmente macrófagos e numa terceira fase agentes sistêmicos (células e imunocomplexos), que chegam ao local da infecção via sangüínea ou intersticial (sistema linfocitário).

Mecanismos de defesa local – A primeira barreira de defesa contra as agressões por agentes patogênicos (fungos, bactérias e fungos) são as substâncias contidas nos mucos e secreção normais do organismo, como saliva, oleosidade da pele, mucos das vias aéreas e vias urinárias. Este tipo de defesa não é específico, ou seja, combate qualquer agente, e consegue impedir sua ação patogênica, se estes forem em pequeno número. As fases seguintes dependem dos mecanismos sistêmicos de defesa, tanto celular, como humoral.

A figura abaixo ilustras dois fenômenos de defesa, os leucócitos atravessando a parede do vaso (diapedese leucocitária) e indo em direção aos agentes infecciosos (bactérias de coloração azul), na parte superior do desenho, e a reparação da parede do vaso com aglomerado de plaquetas e formação de fibrina (elementos e filamentos em azul) na parte inferior do desenho.

Imunologia

Na barreira inespecífica destaca-se os macrófagos, célula fagocitária, cuja captação dos microrganismos são facilitadas pelas opsoninas (do grego, opsono = preparar comestíveis para). Via de regra, a imunoglobulina G (IgG) específica é a mais efetiva opsonina para os macrófagos, mas o componente do complemento C3b promove a captação de muitos microrganismos quando o anticorpo se encontra com título baixo e insuficiente.

O macrófago, também, pode destruir alguns microrganismos na ausência de opsoninas, desde que ocorra ligação direta entre seus receptores e as bactérias, por exemplo, com algumas espécies de Staphylococcus aureus.

Para que ocorra fagocitose dos microrganismos capsulados (Ex. S. pneumoniae, H. influenzae, E. coli e P. aeruginosa), há necessidade da ação do sistema de complemento e anticorpo.

Agentes facilitadores dos macrófagos – O macrófago amplifica a resposta inflamatória, secretando lipídeos bioativos e glicoproteínas com propriedades quimiotáticas e imunorreguladoras, como os leucotrienos, prostaglandinas, interleucinas (IL-1), interferons, fator de necrose tumoral (TNF) e o fator estimulador de colônias.

O macrófago também produz proteases e antioxidantes que protegem o indivíduo. Possui capacidade de apresentar antígenos e iniciar a reação de imunidade celular e humoral. O uso de corticóide pode piorar a produção dos mediadores inflamatórios pelo macrófago, aumentando a freqüência e gravidade das infecções.

Mecanismos de defesa sistêmico celular – No mecanismo de defesa sistêmico celular os neutrófilos são essenciais tanto contra infecções bacterianas, como fúngicas. Sabe-se que o neutrófilo possui armas poderosas para combater bactérias, entre elas as reações da cadeia respiratória, que geram produtos decorrentes da redução do oxigênio e da liberação por seus grânulos de proteínas microbicidas, como a lisozima, a lactoferrina, o fator bactericida estimulante da permeabilidade de membrana, as defensinas e as proteases.

Muitos destes produtos são liberados no meio extracelular em que pode haver microrganismos resistentes à fagocitose inicial dos macrófagos. Embora os neutrófilos destruam muitos microrganismos mais eficientemente que o macrófago, a colaboração da fagocitose também é importante na defesa do hospedeiro. Esta atividade antimicrobiana dos neutrófilos é estimulada pelo TNF, IL-1 e outros fatores liberados pelos macrófagos descritos acima. A eliminação de vários microrganismos requer ação sinérgica dos vários tipos de células com capacidade fagocitária.

Recrutamento das células sangüíneas de defesa – O processo infeccioso estimula o recrutamento dos neutrófilos através de várias vias. Em uma delas ocorreria liberação de peptídeos pelas bactérias com capacidade de estimular a adesão e migração dos leucócitos. Além disso, a ativação pelas bactérias da via alternativa do complemento gerando C5a, que também é potente fator quimiotático, facilita a migração dos neutrófilos.

Após o recrutamento dos neutrófilos da corrente sangüínea para a região lesada se dá então o acoplamento delas ao endotélio capilar. Este processo é mediado por moléculas determinantes de aderência, também chamadas de moléculas de adesão, tais como moléculas de adesão leucócito-endotélio (ELAM), moléculas de adesão interstício-celular (ICAM), selectinas, dentre outras. Como resultante desta interação reversível, os neutrófilos se acumulam na superfície das células endoteliais através da ação de várias substâncias mediadoras como o fator de ativação plaquetária (PAF), óxido nítrico (NO), prostaglandina E (PGE), interleucina-1 (IL-1), interleucina-8 (IL-8) e fator de necrose tumoral. Finalmente, os neutrófilos migram através da parede dos capilares para o local da infecção.

Mecanismos de defesa humoral

A resposta imunológica específica (defesa humoral) é uma complementação da resposta inflamatória celular contra antígenos específicos dos agentes infecciosos.

A imunidade humoral é feita pelo linfócito B (com a produção de anticorpos) que, após ativação e diferenciação em células plasmáticas estimuladas por linfocinas produzidas por linfócitos T.

Bactérias como Pneumococo, H. influenzae, Neisseria sp e alguns gram-negativos são patógenos extracelulares que se multiplicam independentemente nas células do hospedeiro, e só são destruídas pelos fagócitos quando opsonisados por anticorpos específicos da classe das imunoglobulinas que são produzidos pelos plasmócitos, que se diferenciam dos linfócitos B após reconhecerem o antígeno específico.

A ligação dos microrganismos à IgM e IgG ativa a via clássica da cascata do complemento, facilitando a ingestão pelos fagócitos, assim como a lise mediada pelo complemento, das bactérias suscetíveis. A IgG tem poder de opsonisação muito maior que o complemento, promove a fagocitose através dos receptores Fc no macrófago e no neutrófilo. Da mesma forma que a IgA, a IgG e a IgM também contribuem na defesa contra os vírus.

A IgG possui atividade anticorpo contra vários microrganismos. Na resposta imune primária o anticorpo específico aparece no sangue apenas entre cinco e sete dias após o início da infecção. Quando imunizados previamente, tanto a IgG como a IgM, aparecem poucas horas após a infecção como resultante da exsudação plasmática.

Imunidade celular

A imunidade celular é essencial na defesa do hospedeiro contra patógenos intracelulares (vírus), que são capazes de se multiplicar no interior do macrófago parasitando-a.

A imunidade celular depende da interação entre o linfócito T e o macrófago para controlar as infecções. A indução da imunidade celular necessita da apresentação do antígeno microbiano pelo macrófago (célula apresentadora de antígeno) ao linfócito T, que promove uma expansão clonal de antígenos específicos sob a influencia da IL-1, IL-2 e outras citocinas.

A célula T ativada produz linfocinas que estimulam a produção de anticorpos e aumentam as vias microbicidas das células fagocitárias (resposta TH2). A ativação da célula T pode levar linfócitos citotóxicos a promoverem a lise das células do hospedeiro, invadidas por microrganismos. Tanto os linfócitos T auxiliadores (CD4+) como os linfócitos T supressores (CD8+) participam deste processo.

A ligação da IgG aos antígenos virais nos receptores Fc promove a destruição das células infectadas pelos virus por meio da ação das células Natural Killer (NK), pelos linfócito T citotóxico e pelos fagócitos. Este processo é conhecido como citotoxicidade.

Os linfócitos T auxiliares CD4+ reconhecem o antígeno presente, através das moléculas classe II do complexo maior de histocompatibilidade (MHC) e são as maiores fontes de interferon gama, principal linfocina ativadora dos macrófagos (resposta TH1), na resistência às infecções intracelulares.

Os linfócitos T supressores CD8+ reconhecem o antígeno através das moléculas classe I dos complexos maiores de histocompatibilidade (MHC), promovendo a atividade citotóxica contra as células infectadas e produzindo linfocinas reguladoras.

As células natural Killer (NK) também contribuem nesta linha de defesa, são linfócitos não antígeno-específico, mas quando ativados pelas citocinas, como o TNF, IL-1 e IL-2, liberam interferon gama que lisam células infectadas.

Com este breve resumo podemos imaginar quão complexo é o sistema de defesa do organismo humano e incrível grau de sofisticação e inter-relação entre eles.

Referência:

Schultz RM, Liebman MN – Cap.9 Proteínas Parte II: Relações Estruturais -Função nas Famílias de Proteínas (Moléculas de Anticorpo), In: Devlin TM Coord. – Manual de Bioquímica com correlações clínicas. Editora Edgard Blücher 2003.

Sociedade Brasileira de Imunologia [on line]

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36 Comentários »

  1. daniele comenta:

    23 novembro, 2007 @ 7:15 PM

    Gostaria que responde-se
    como é que os antigenos ativam o mecanismo da imunidade???
    Obrigada

    Resposta.
    Os microorganismos (antigenos) não querem que o nosso corpo os reconheça e se defenda contra eles. Existem 3 barreiras de defesas a primeira ocorre localmente com secreções normais, a segunda, pela migração local de células de defesa, especialmente macrófagos, e a terceira por agentes sistêmicos (células e imunocomplexos), que chegam ao local da infecção via sangüínea ou intersticial (sistema linfocitário).

    A primeira barreira de defesa contra as agressões por agentes patogênicos (fungos, bactérias e fungos) são as substâncias contidas nos mucos e secreção normais do organismo, como saliva, oleosidade da pele, mucos das vias aéreas e vias urinárias.
    Este tipo de defesa não é específico, ou seja, combate qualquer agente, e consegue impedir sua ação patogênica, se estes forem em pequeno número.

    As fases seguintes dependem dos mecanismos sistêmicos de defesa, tanto celular, como humoral.
    Os macrófagos, célula fagocitária, cuja captação dos microrganismos são facilitadas pelas opsoninas (do grego, opsono = preparar comestíveis para). A imunoglobulina G (IgG) específica é a mais efetiva opsonina para os macrófagos.

    Anticorpos ou Imunoglobulinas, são glicoproteínas sintetizadas e excretadas por células plasmáticas derivadas dos plasmocitos (Linfçitos B), presentes no plasma, tecidos e secreções, atacam proteínas estranhas ao nosso organismo, denominadas antígenos.

    Há cinco classes de imunoglobulina com função de anticorpo: IgA, IgD, IgE, IgG e IgM.
    Os diferentes tipos se diferenciam pela suas propriedades biológicas, localizações funcionais e habilidade para lidar com diferentes antígenos. As principais ações dos anticorpos são a neutralização de toxinas, opsonização, destruição celular e fagocitose auxiliada pelo sistema complemento.

  2. Antonio Juliano Breyner comenta:

    4 dezembro, 2007 @ 11:59 AM

    Prezado Dr. Armando.

    Solicito a gentileza de rever o que escreveu sobre imunoglobulinas que opsonizam. A IgE e a IgA nao sao opsoninas. Gostaria que tambem atentasse para o detalhe que a IgM nao possui local de ligaçao para IgM.

    Resposta.
    Grato Dr. Antonio pela observação. Feita a correção e um pequena complementação do artigo. Não entendi a sua última frase.
    Caso queira fazer alguma complementação artigo pode usar este espaço do comentário.
    Dr. Armando

  3. Dr. Armando Miguel Jr comenta:

    4 dezembro, 2007 @ 5:43 PM

    Complemento do artigo
    Funções gerais das Imunoglobulinas

    Imunoglobulina A – IgA
    Encontrada em áreas de mucosas, como os intestinos, tratos respiratório e urogenital, prevenindo sua colonização por patógenos.
    Imunoglobulina D – IgD
    Funciona principalmente como uma receptor de antígeno nas células B. Suas funções são menos definidas do que as dos outros isotipos.
    Imunoglobulina E – IgE
    Se liga a alérgenos e desencadeia a liberação de histaminas dos mastócitos, estando envolvido nas alergias. Também protege contra parasitas.
    Imunoglobulina G – IgG
    Proporciona a principal imunidade baseada em anticorpos contra os patógenos que invasores, é o único tipo de Ig que o bebê recebe da mãe.
    Imunoglobulina M – IgM
    Expressa na superfície das células B. Elimina patógenos nos estágios iniciais da imunidade mediada pelas células B antes que haja IgG suficiente.

  4. MONIQUE comenta:

    25 fevereiro, 2008 @ 10:37 AM

    OI BOA TARDE EU ME CHAMO MONIQUE FAÇO FACULDADE DE ENFERMAGEM E TENHO Q FAZER UMA PALESTRA SOBRE ESSE ASSUNTO SER Q VC PODERIA ME MANDAR ALGUM CONTEÚDO? BJI

  5. viviane vaz comenta:

    28 março, 2008 @ 4:00 PM

    gostaria de saber quais os mecanismos de diferenciaçao das imunoglobulinas.
    grata

  6. Maira Junqueira comenta:

    21 abril, 2008 @ 11:27 AM

    Bom dia,

    faço veterinária e tenho que apresentar um trabalho sobre a ação dos corticóides sobre o sistema imunológico. Será que você poderia me ajudar:

    Obrigada

  7. Bruna Flores comenta:

    29 abril, 2008 @ 9:18 AM

    Bom dia, gostaria de saber o que são os receptores Fc dos macrófagos,e qual o seu process na fagocitose.
    Desde já,Grata.

  8. luan simas comenta:

    15 maio, 2008 @ 2:28 PM

    oi eu me chamo luan e sou @ ano pracizo fazer um seminario sobre sistema imunilogico (defesa ativa e passiva , devesa nutural e artificial)
    desde ja agradecido

  9. Angelica comenta:

    18 maio, 2008 @ 5:16 PM

    Boa tarde, gostaria de receber uma deficão melhor de sistema imune humoral e celular vou apresentar um seminário e ainda tenho dúvidas da função especificas de cada um e como atuam , aguardo resposta muito obrigado.

  10. Elaine Brum comenta:

    28 maio, 2008 @ 10:48 AM

    Olá, bom dia…
    Cuido de uma pessoa idosa que tem sérios problemas no seu sistema imune, será que pode me me ajudar a entender a respeito? Me enviando materias que eu possa ler e assim me interar e poder ajudar com mais precisão.
    Tenho procurado a respeito mas as informações que tenho obtido são muito vagas e que tambem se misturam com outros assuntos, daí complica um pouco!!!!
    Agradeço de coração e aguardo anciosa a resposta ok?
    Abraços.
    Elaine

  11. gabrielle comenta:

    11 julho, 2008 @ 2:18 PM

    Boa tarde
    Gostaria de uma informção.meu filho tem 2 anos e meio,e praticamente todos os meses ele tem um problema de saude ,ou seja geralmente vai para o antibiótico.O sistema imunológico é que faz essa proteção contra esse agentes bacterias,virus, etc.Existe alguma medicação,vacina que aumente a eficacia do sistema imunologico do meu filho,??Obrigada gabrielle

  12. Aline comenta:

    5 agosto, 2008 @ 1:23 PM

    Boa tarde!!!
    Gostaria que me desse exemplos de Imunidade Humoral Ativa; Imunidade Humoral Passiva; Imunidade Celular Ativa e Imunidade Celular Passiva.

    Desde já agradeço.

    Obgda!!!

  13. Rodrigo Thomaz comenta:

    16 agosto, 2008 @ 11:04 AM

    Mecanismos de defesa

    Os mecanismos de defesa podem ser considerados as ações psicológicas que têm por finalidade, reduzir qualquer manifestação que pode colocar em perigo a integridade do Ego, pois o indivíduo não consegue lidar com situações que por algum motivo considere ameaçadoras. São processos subconscientes ou mesmo inconscientes que permitem a mente encontrar uma solução para conflitos não resolvidos ao nível da consciência. A base dos mecanismos de defesa são as angústias. Quanto mais angustiados estivermos, mais fortes os mecanismos de defesa ficam ativados. Os mecanismos de defesa mais importante são:

    Negação: “Este problema não é meu!” “Isto não acontece comigo!” Mesmo que evidente, o adolescente não percebe o que está acontecendo e funciona cegamente em relação a este mecanismo. Quando um paciente recebe a informação de que ele é soropositivo para o HIV, poderá entrar na fase da negação dizendo o seguinte: “Dr, esse exame que o senhor fez não é meu” ou “Esse exame está enganado, eu não sinto nada”

    Racionalização: “Estou assim pelas dificuldades financeiras.” “Não dá, está difícil”.”cheguei atrasado por conta do pneu ter furado! As razões estão em função das suas justificativas para a manutenção do problema. Nesse mecanismo de defesa, a inteligência é super utilizada para tornar plausível a desculpa encontrada”

    Intelectualização: “Eu sei, eu já li tudo isso! Não é bem assim, tem muita discussão nova!”

    Projeção: “Estou assim por causa de minha família.” “Qual é? Eu não tenho ninguém!”, Aqui, vemos os seus conflitos e reflexões sendo colocados nos outros. Outro exemplo de projeção é quando a pessoa fala: “todo mundo só pensa naquilo”, na verdade ela vê nos outros caracteristicas, sentimentos ou idéias dela. Pesquisas recentes comprovam que pessoas que são homofóbicas possuem certas caracteristicas homossexuais mas não reconhecem ou não aceitam, sendo assim, elas fazem uma projeção.

    Sublimação: é o processo de deslocamento que os indivíduos utilizam para desviar idéias que os perturbam. Caracteriza-se por apresentar uma inibição do objeto e uma dessexualização. É responsável pela civilização já que é resultante de pulsões subjacentes que encontram vias aceitáveis para o que é reprimido.

    Introjecção: Mecanismo de defesa quase que oposto à projeção. Trata-se de aceitar os conteúdos proejetados como se fossem verdade do ego. Tudo que agrada é introjetado. Percebendo este fato, o ego aprende a usar a introjeção para fins hostis como executora de impulsos destrutivos e também como modelo de um mecanismo definido de defesa. Na depressão, pode-se notar o quanto a pessoa faz e fez uso da introjeção.

    Identificação: É o processo psíquico por meio do qual um indivíduo assimila um aspecto, uma característica de outro, e se transforma, total ou parcialmente, apresentando-se conforme o modelo desse outro.

    Formação Reativa: consiste em ostentar um procedimento e externar sentimentos opostos aos impulsos verdadeiros, quando estes são inconfessáveis. Uma reação contra ele próprio. Processo psíquico, por meio do qual um impulso indesejável é mantido inconsciente, por conta de uma forte adesão ao seu contrário. Exemplo: ser super bem tratado na casa da namorada pela mãe dela, mas sentir que a futura “sogra” detestou a visita.

    Isolamento: consiste em isolar um comportamento ou um pensamento de tal maneira que as suas ligações com os outros pensamentos, ou com o auto-conhecimento, ficam absolutamente interrompidas. Uma supressão da possibilidade de contato, um meio de subtrrair uma coisa ao contato. Ruptura das conexões associativas de um pensamento ou de uma ação, especialmente com o que os precede e os segue no tempo.

    Anulação: ações que contestam ou desfazem um dano que o indivíduo imagina que pode ser causado por seus desejos.

    Deslocamento: consiste em transferir as características ou atributos de um determinado objeto para outro objeto. Exemplo 1: receber uma bronca do chefe e, assim que chegar em casa, chutar o cachorro como se ele fosse o responsável pela frustração.

    Idealização: consiste em atribuir a outro indivíduo qualidades de perfeição, vendo o outro de modo ideal.

    Conversão: consiste em uma transposição de um conflito psíquico e uma tentativa de resolução desse conflito por meio de expressões somáticas.

    Regressão: é o retorno do indivíduo a níveis anteriores do desenvolvimento sempre que se depara com uma frustração. uma sucessão genética e designa o retorno do sujeito a etapas ultrapassadas do seu desenvolvimento. Por exemplo o choro das pessoas em certas situações pode ser uma regressão a infância que pode ter tido aquela situação em que o choro “resolveu” o “problema” então a pessoa inconscientemente usa aquele mesmo “método” para “resolver” aquela situação.

    Repressão: que é afastar ou recalcar da consciência um afeto, uma idéia ou apelo do instinto. Um acontecimento que por algum motivo envergonha uma pessoa pode ser completamente esquecido e se tornar não evocável. operação psíquica que pretende fazer desaparecer, da consciência, impulsos ameaçadores, sentimentos, desejos, ou seja, conteúdos desagradáveis, ou inoportunos.

    Substituição: o inconsciente oferece a consciência um substituto aceitável por ela e por meio do qual ela pode satisfazer o Id ou o Superego. É a satisfação imaginária do desejo. Processo pelo qual um objeto valorizado emocionalmente, mas que não pode ser possuído, é inconscientemente substituído por outro, que geralmente se assemelha ao proibido. É uma forma de deslocamento. Um exemplo é o bebê chupar o dedo ou a chupeta para sentir o prazer como se estivesse no seio da mãe.

    Fantasia: é um processo psíquico em que o indivíduo concebe uma situação em sua mente, que satisfaz uma necessidade ou desejo, que não pode ser, na vida real, satisfeito. Exemplo: Um homossexual que precisa manter o casamento e que, quando procurado pela esposa para o sexo, ele fantasia que está tendo relações homo e não hétero durante o ato. Fantasiar pode ajudar em certos conflitos psicológicos mas não “resolve” o conflito, certas pessoas podem passar a vida inteira fantasiando mas quando caem na realidade volta todo o conflito novamente.

    Compensação: é o processo psíquico em que o indivíduo se compensa por alguma deficiência, pela imagem que tem de si próprio, por meio de um outro aspecto que o caracterize, que ele, então, passa a considerar como um trunfo.

    Expiação: é o processo psíquico em que o indivíduo quer pagar pelo seu erro imediatamente.

    Resistências: é o processo de resistências ao trabalho terapêutico,no qual o paciente tenta manter no inconsciente os acontecimentos esquecidos.

    Transferência: representa o motor da cura e pode ser vista como, a repetição, face ao analista, de atitudes emocionais, inconscientes, amigáveis, hostis ou ambivalentes, que o paciente estabeleceu na sua infância no contacto com os pais e com as pessoas que o rodeiam. Um exemplo pode ser a menina que não teve pai é muito apegada ao namorado fazendo então uma tranferência passando todo os sentimentos e ações para o namorado como se fosse um pai.

    Contratransferência: trata-se de uma resposta do analista à transferência do paciente mas que designa também, de forma mais geral, o conjunto das reacções inconscientes do analista perante o paciente.

    Recalque Exclusão de idéias, sentimentos e desejos que o indivíduo não quisera admitir e que no entanto continua a fazer parte da vida psíquica. Certos traumas e conflitos não resolvidos são recalcados e se não forem resolvidos podem se tornarem em neurose, psicose, psiconeurose, doenças psicossomaticas.

  14. carla beatriz de oliveira comenta:

    29 agosto, 2008 @ 1:20 PM

    boa tarde!!! gostaria de saber qual a diferença de intolerancia alimentar , alergia alimentar e intoxicaçao alimentar .gostaria de saber a definiçao ,desenvolvimento pelo sistema imunologica ,qual a populaçao mais suceptivel e se tem cura . desde de ja agradeço , muito obrigada .

  15. Paula comenta:

    29 agosto, 2008 @ 5:54 PM

    preciso que ajude a entender! Os macrofagos são os mastocitos que vão para o tecido; ele voltar para o sangue como mastocitos? ou como macrofagos?

  16. FABIO LEMES comenta:

    18 setembro, 2008 @ 12:10 PM

    sou academico de biomedicina, gostaria de saber por que nas crianças menores de um ano, tem seus linfocitos em maior numero do que neutrofilos.

  17. ivonete comenta:

    22 setembro, 2008 @ 11:54 AM

    Bom dia !!Dr eu me chamo Ivonete gostaria que o senhor ajude a enteder os tipo de Mediadores Quimicos da inflamaçaõ,. Para que ele serve ;de onde vem,para onde ele vai???? sao tanta coisa que preciso saber por isso peco sua grande ajudas.
    muito obj pela atençao……

  18. Tatiane comenta:

    13 outubro, 2008 @ 11:10 PM

    Gostaria de saber sobre Falhas dos mecanismosde defesa do hospedeiro? Obrigada

  19. Humberto Ronque comenta:

    16 novembro, 2008 @ 9:27 AM

    Faço enfermagem tenho 44a. meu sonho é trabalhar com microbiologia, mas tenho medo que o mercado não me aceite devido a idade. É viável investir tanto tempo e dinheiro. Por favor me ajude. Mui grato.

  20. naty comenta:

    1 dezembro, 2008 @ 11:00 AM

    Gostaria de saber um poco sobre o mecanismo de defesa do corpo humano…
    o mais rápido possível…
    se souberem algo me ajudem…
    obrigada…
    haaaaaaaaaaa…
    adorei a ´pg do site…

  21. Mel Costa comenta:

    12 dezembro, 2008 @ 8:22 AM

    Dr. Armando.
    Meu nome é Melquíades, estudo Ciências Biológicas e participo de um mega projeto de educação e iniciação científica e gostaria de idéias de aulas práticas(se possível) e de uma explicação bem detalhada sobre a resposta inflamatória: características, células envolvidas, etc… para eu realizar uma palestra em uma escola de ensino fundamental. Como é que você pode me ajudar?

    Grato!

  22. gabriel jose comenta:

    29 março, 2009 @ 12:33 PM

    eu queria saber muito
    mais sobre este assunto sistema do mecanismos de defesa

  23. sarah comenta:

    29 abril, 2009 @ 4:21 PM

    como está o funcionamento
    do sistema imune no idoso?

  24. ADELMO RICARDO DIAS DOS SANTOS comenta:

    7 maio, 2009 @ 11:25 AM

    DOCUMENTO BOM, PORÉM FALTAM FOTOS QUE POSSAM CARACTERIZAR MELHOR.
    PROFESSOR DE BIOLOGIA.

  25. Gabriela comenta:

    9 maio, 2009 @ 10:29 AM

    Olá, Dr. Armando!
    Sou estudante de biomedicina do 1º Semestre e preciso fazer um trabalho interdisciplinar a respeito da filariose. Preciso de aspectos anatômicos e histológicos antes e depois da infecção parasitária. O senhor poderia me auxiliar com algum material de apoio?
    Obrigada,
    Gabriela

  26. Dr. Armando Miguel Jr comenta:

    9 maio, 2009 @ 11:18 AM

    Gabriela,
    Veja as páginas sobre lifedema e elefantíase.
    A filaria acomete os vasos linfáticos, sendo mais evidente nas pernas.
    inicie o trabalho escrevendo sobre o sistema linfático e depois da doença e suas consequencias, físicas e emocionais.

  27. EduADRO comenta:

    7 agosto, 2009 @ 10:12 AM

    Dr. Armando

    Muito esclarecedor seu artigo sobre o funcionamento do sistema imunológico. Parabéns!
    Quais são as formas de se fortalecer um sistema imuno lógicodebilitado?

    obrigado

    Eduardo

  28. ANGELINA comenta:

    16 agosto, 2009 @ 8:55 AM

    EU

  29. Natalia comenta:

    9 novembro, 2009 @ 12:37 PM

    ola, sou natalia e sou do 12º ano de area ciencias e tecnologias. Na desciplina de biologia temos que fazer um trabalho sobre agamaglobulinemia persizava de ajuda porque nao encontro informaçao suficiente para realizar este trabalho. se tiver alguma informaçao ajuda-me por favor.

    obrigada

    natalia

  30. Leticia comenta:

    25 fevereiro, 2010 @ 5:14 PM

    Oii ,
    gostaria de saber
    o porque o sistema imunologico falha na proteção de certos virus, Com urgencia por favor,

  31. daniele comenta:

    27 março, 2010 @ 12:14 PM

    é muito bom isso em

  32. hilton rocha comenta:

    24 setembro, 2010 @ 10:42 AM

    olá eu gostaria de saber uma definição sobre [imunidade humoral e celular] e tbm sobre [atução de 1linha de defesa do corpo humano] no ensejo de ser atendido reitero voto de estima e elvada consideração…..

  33. hilton rocha comenta:

    24 setembro, 2010 @ 10:49 AM

    gostaria muito de saber -qual a principal função da febre no organismo humano- desde ja agradeço…..

  34. alessandra comenta:

    28 março, 2011 @ 10:47 PM

    como pode ser enumerados as funçoes gerais das imunoglobulinas na imunidade corporal

  35. felipe comenta:

    27 junho, 2012 @ 1:34 PM

    Como faço para derrotar um fungo na minha pele? resistente?? preciso do que pra te imunidade??nenhuma pomada adiantou..obg

  36. Dr. Armando Miguel Jr comenta:

    27 junho, 2012 @ 8:49 PM

    Felipe
    As infecções por fungos são as mais resistentes e demoram para curar de 6 meses a anos.
    Consulte um médico dermatologista que te orientará sobre os melhores medicamentos antifúngicos.
    Lembre-se que os fungos são muito resistentes – sobrevivem em todos os locais, gelos, interior de pedras, água, vulções etc.
    Não é voce que está com baixa imunidade – são os fungos que são muito resistentes. O tratamento é longo.

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