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Vertigem – Exercícios de Cawthorne e Cooksey
Categoria(s): Fisioterapia, Neurogeriatria, Otogeriatria, Saúde Geriátrica |
Resenha
Colaboradora : Talita Gameiro Ribeiro *
* Fisioterapêuta e Gerontóloga
O sistema vestibular requer movimento para a recuperação das lesões. Essa premissa deve ser primária ao educar pacientes sobre o retorno à atividade cotidiana, tanto na forma de diretriz geral para a sua recuperação, como no exercício independente em casa. O sistema vestibular não irá melhorar sem estimulação. O desafio dos médicos e do fisioterapeuta que trabalha com pacientes internados ou ambulatoriais é determinar a quantidade de esforço que o paciente pode tolerar, criando uma forma efetiva de estimulação vestibular sem causar efeitos prejudiciais.
A reabilitação vestibular (RV) procura restabelecer o equilíbrio por meio de estimulação e aceleração dos mecanismos naturais de compensação, induzindo o paciente a realizar o mais perfeitamente possível os movimentos que estava acostumado a fazer antes de surgir a tontura. Este termo significa um trabalho não apenas com o sistema vestibular, mas com inúmeras estruturas que fazem parte do nosso sistema de equilíbrio. É uma opção de tratamento para pacientes portadores de distúrbios vestibulares que envolvem estimulações visuais, proprioceptivas e vestibulares.
O uso de exercícios para o tratamento de indivíduos com doenças vestibulares começou na década de 1940 quando Cawthorne (Otorrinolaringologista) e Cooksey (Fisioterapeuta) introduziram exercícios físicos no tratamento de pacientes com doença de Ménière que haviam sido operados, tendo observado uma aceleração na recuperação destes pacientes.
Exercícios vestibulares de Cawthorne e Cooksey implementam subsídios para que novos rearranjos das informações sensoriais periféricas aconteçam, permitindo-se que novos padrões de estimulação vestibular necessários em novas experiências, passem a serem a ser realizados de forma automática. Este treino do equilíbrio promove melhoras nas reações de equilíbrio com conseqüente diminuição na possibilidade de quedas.
Estes exercícios caracterizam-se por um programa de reabilitação vestibular e envolvem movimentos de cabeça, pescoço e olhos; exercícios de controle postural em várias posições (sentado, em apoio bipodal e unipodal, andando); uso de superfície de suporte macio para diminuição do input proprioceptivo; exercícios com olhos fechados para abolição da visão.
Um fator importante da reabilitação vestibular de Cawthorne e Cookey é a oferta de um programa domiciliar no controle e monitorização diária da vertigem crônica produzindo efeito positivo na mudança de hábitos do paciente e na relação da equipe médica, cliente e familiares.
A reabilitação vestibular é a melhor opção terapêutica nos pacientes portadores de vestibulopatias, porque além de melhorar sobremaneira o equilíbrio do doente, tem ainda a função profilática, ajudando-o a restabelecer a confiança em si mesmo, reduzindo a ansiedade e melhorando o convívio social.
No entanto, embora bem conduzida, algumas vezes a reabilitação vestibular não surte os efeitos desejados e inicialmente propostos podendo falhar. Em outros casos os pacientes apresentam limitações de deambulação e, os exercícios de marcha não podem ser realizados, comprometendo o resultado do tratamento.
Uma das principais diretrizes que o médico deve respeitar na indicação da RV é tratar a etiologia desencadeante da vestibulopatia. Para haver resposta adequada, é preciso que o processo seja estável, ou seja, não aconteça em surtos ou crises. Portanto, mesmo nos casos onde a melhora dos sintomas não foi evidente, a reabilitação vestibular funcionou como ferramenta auxiliar.
Tire suas dúvidas acessando as 10 páginas – Vertigem – 200 dúvidas a respeito
Referências:
Ribeiro ASB; Pereira JS – Melhora do equilíbrio e redução da possibilidade de queda em idosas após os exercícios de Cawthorne e Cooksey. Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.71 no.1:36-48 São Paulo Jan./Feb. 2005 [on line]
Protocolo de Exercícios de Cawthorne e Cookey
De acordo com RIBEIRO e PEREIRA (2005),
A) Movimento de olhos e cabeça, sentado – primeiro lentos, depois rápidos:
1- Olhar para cima e para baixo;
2- Olhar para a direita e para a esquerda;
3- Aproximar e afastar o dedo, olhando para ele;
4- Mover a cabeça (lentamente e depois rapidamente) para a direita e para a esquerda com os olhos abertos;
5- Mover a cabeça (lentamente e depois rapidamente) para cima e para baixo com os olhos abertos;
6- Repetir 4 e 5 com os olhos fechados.
B) Movimentos de cabeça e corpo, sentado:
1- Colocar um objeto no chão. Apanhá-lo e elevá-lo acima da cabeça e colocá-lo no chão novamente (olhando para o objeto o tempo todo);
2- Encolher os ombros e fazer movimentos circulares com eles;
3- Inclinar para frente e passar um objeto para trás e para frente dos joelhos.
C) Exercícios em Pé:
1- Repetir A e B2;
2-Sentar e ficar em pé; sentar e ficar em pé novamente;
3- Sentar e ficar em pé; sentar e ficar em pé novamente com os olhos fechados;
4- Ficar em pé, mas girar (dar uma volta para a direita) enquanto de pé;
5- Ficar em pé, mas girar (dar uma volta para a esquerda) enquanto de pé;
6- Jogar uma bola pequena de uma mão para outra (acima do nível do horizonte);
7- Jogar a bola de uma mão para outra embaixo dos joelhos, alternadamente.
D) Outras atividades para melhorar o equilíbrio:
1- Subir e descer escadas (corrimão, se necessário);
2- Enquanto de pé, voltas repentinas de 90 graus (com olhos abertos e, depois, com os olhos fechados);
3- Enquanto caminhando, olhe para a direita e para a esquerda (como em um mercado lendo rótulos);
4- Pratique ficar em um pé só (com o pé direito e depois com o pé esquerdo), com os olhos abertos e depois com os olhos fechados;
5- Em pé, em superfície macia:
A) Ande sobre a superfície para se acostumar;
B) Andar pé-antepé com os olhos abertos e depois com os olhos fechados;
C) Pratique o exercício 4 em superfície macia;
6- Circular ao redor de uma pessoa que está no centro, que joga uma bola grande (que lhe deve ser devolvida);
7- Andar pela sala com os olhos fechados.
Tags: Cawthrone, Cooksey, equilíbrio, reabilitação vestibular

Dr. Armando Miguel Jr comenta:
1 dezembro, 2007 @ 1:18 PM
Prezados Internautas
As labirintopatias são as doenças mais desconfortáveis que existem. Não causam a morte, mas levam a incapacidade e suas conseqüencias.
As dúvidas são muitas. E somente neste século estamos compreendendo-as melhor.
Estamos colocando no site páginas com 200 dúvidas e respostas a respeito de Labirintopatias.
Semanalmente estamos colocando 20 dúvidas e respostas.
Acreditamos que atingiremos 90% das dúvidas dos nossos internautas.
As primeiras referem-se as dúvidas e sugestões mostradas nesta página.
É muito importante entendermos com o nosso organismo ajuda ao cérebro a promover o nosso “instável” equilíbrio, pois assim, agiremos de forma coerente nas nossas condutas frente as vertigens e tonturas. Nem tudo é Doença de Ménière ou mesmo labirintopatia (doença do labirinto). Entendendo o que pode estar ocorrendo, podemos procurar os profissionais indicados para cada caso ou situação.
Prof. Armando
Soeli Schnitzler comenta:
11 abril, 2008 @ 9:53 PM
eu gostei muito desta pagina,pois tirei, inumeras duvidas sobre labirintopatia, e fiquei mais tranquila, quando consegui fazer alguns dos exercicios. obrigas pelas explanaçoes.
sandro comenta:
7 junho, 2008 @ 7:51 PM
Encontramos várias pessoas que se apresentam com sintomas de labirintite, juntamente com problemas relacionados à disfunção cervical, talvez os dois tenham alguma relação, pois observo no meu trabalho de fisioterapeuta, que aplicação de técnicas que abordam ambas patologias, vem proporcionando bons resultados. O assunto do artigo é de elevada importância, pois aborda um tema que sugere estudo e aperfeiçoamento dos profissionais que atuam no seu tratamento.
Antonio comenta:
28 junho, 2008 @ 7:25 PM
Parabéns, este foi o documentário mais completo que encontrei na internet sobre o assunto.
thalita comenta:
7 agosto, 2008 @ 1:48 PM
oiii adoreii tdu bjo
Ricardo comenta:
31 agosto, 2008 @ 8:13 PM
Achei muito interessante e de grande valia as informações contidas no site.
Parabéns!
Sou Ricardo melhado – Fisioterapeuta
Ana Maria Sousa comenta:
25 outubro, 2008 @ 5:15 PM
consegui sanar algumas dúvidas, estou conhecendo o tema há pouco tempo
e tenho procurado bastas, sobre.
O documentário foi de grande valia!
Sou estudante de Fisioterapia- Belo Horizonte /MG
Eduardo César comenta:
16 junho, 2009 @ 7:28 AM
Sofro de Labiritite já há alguns anos, essas materias, exercícios e respostas estão me proporcioanando um alivio muito grande pois comecei a entender e trabalhar essas questões… não deixem de lutar para conseguirem. Muito Obrigado… Eduardo César – solardantas@yahoo.com.br
silvana comenta:
29 dezembro, 2009 @ 6:55 PM
oi o medicos falaõ que tenho labiitite sinto tontura enjous fico tremento quase o tempo todo zueira nos ouvido,mais não fiz exame pra sabe se tenho quanto fico mal tomo o remerio que passarão pra mim,queria sabe de vcs se o que sinto pode ser sim labiritite,se os medicos pode examina sem faze exame?obrigada
lia line comenta:
4 janeiro, 2010 @ 3:34 PM
Quero parabeniza _los pelas informações ,pois estou vivendo o mais terrivel pesadelo a tres anos rodando constantemente,vivendo invalida em uma rede de balanço,impossibilitada de qualquer coisa,estou limitada as minhas atividades normais ,fiz todos os exames do mais simples ao mais complexo …e nenhum diaguinostico correto os medicamentos ñ surtiram efeitos, perdi meu emprego , meu marido e meu filho esta me odiando por eu estar tonta afinal ñ sou digna de premio nobel pois quem vai gostar de uma tonta ,pra tcl eu fico deitada comprometendo minha coluna cervical,minha mãe ja è de idade e tem que ser minha muleta,pois tenho dificuldade atè para tomar banho.estou animada em fazer esses exercicios mas juro que eu ñ quero fazer nunca mais ressonancia e exame de labirintinte pois è um horror,gostaria de saber se em são jose dos campos tem clinica de reabilitação do equilibrio? obrigada
maria das Neves porto de andrade comenta:
15 janeiro, 2010 @ 9:41 PM
Doutor Armando Miguel Jr gostaria muito de fazer uma consulta com você. Sou médica pediatra e infectologista, e tenho labiringopatia há vários anos, vivo nesses últimos anos fazendo uso de medicamentos constante sem muito sucesso. Meu diagnóstico é Síndrome de meniere ,porém dizem que é estresse e nunca me submeti a nenhum tratamento de reabilitação vestibular ou descobrir a verdadeira causa desecadeante das crises. A última mais forte fiquei na cama por cinco dias sem conseguir me levantar.Sou de Campina grande, PB. por gentileza responda meu email pois vivo muito insegura . Atenciosamente agradeço e espero sua resposta. Maria das Neves.
Ivana Maria Goreh Borges comenta:
25 janeiro, 2010 @ 2:21 PM
Gostaria de parabenizá-los por esta página de informações sobre labirintopatia. Sou fonoaudióloga e trabalho com reabilitação labirínica. Me interessei pelo assunto quando (embora tenha estudado o assunto na época da graduação) apresentei os sintomas em 2002: vertigens, náuseas… enfim, conheço por experiência própria o quanto é sofrido passar por isso. Mantenho-me sem crises desde que iniciei os exercícios, e posso dizer que realmente funcionam, desde que o stress esteja sob controle.
Obrigada, Ivana.