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Mar
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Tanatologia - Visita ao avô doente
Categoria(s): Gerontologia, Psicogeriatria, Sociologia, Tanatologia |
Opinião

Alguns são escolhidos para ministro, outros para presidentes, raros para papa, mas certamente, todos seremos escolhidos para morrer. De forma rápido ou lenta, tranqüila ou sofrida, entre amigos ou entre desconhecidos, nas mãos de quem nos ama ou nas mãos de bandidos. Ninguém sabe como vai acontecer.
___ “Vou ter que passar na casa de meu pai que “está nas últimas”. É melhor, não levar as crianças. Não será bom para elas.”
A idéia da morte, muitas vezes nos revela sentimentos dolorosos e de perda e não queremos passar e muito menos que as crianças sofram com isso.
Como cita Rosely Sayão, “O que pode acontecer a uma criança se ela for colocada diante da morte? Não sabemos, e o nosso problema é pensar que sabemos, fazer previsões e planejar proteção. E é desse modo que arrancamos das crianças muitas possibilidades vitais. Uma delas é a de que tenham a oportunidade de pôr em palavras o que sentem e pensam; outra, a de experimentarem certas emoções e se mobilizarem para fazer frente a elas.”
Visitar um parente em fase terminal, nos desperta emoções diversas, como compaixão, solidariedade, desespero, tristeza, angústia, revolta, aflição. As emoções são sentidas e transmitidas, muito mais por imagens, gestos e atos, geralmente sem nenhuma palavra. As emoções nos contagiam; é certo que, em um velório a tristeza nos contamina e, nos aniversários a alegria, também.
Muitas vezes a visita ao ente querido, não se apresenta com emoções negativas, como despertadas antes da visita, e sim emoções de tranqüilidade, serenidade, paz e conforto. Estas sensações são passadas pelas pessoas experientes, que compreendem a finitude da vida e seu significado, onde a morte é apenas mais uma etapa.
O Famoso musical da Broadway “Cats” de Andrew Lloyd Webber, baseado no “Old Possum’s Book of Practical Cats, do poeta T.S. Eliot, trata do conceito morte de forma lúdica onde o gato líder Old Deuteronomy, faz a escolha e anuncia qual dos gatos do lugar chamado “Heavyside Layer” renascerá para uma nova vida, é uma bom exemplo de como a morte deve ser vista e entendida pela crianças.
O complexo grupo familiar reage diante da morte das mais variadas formas, como bem relata Cecilia G. Echeverri no capítulo - O Grupo Familiar Diante da Morte, de Jaramillo - Morrer Bem.
Referências:
Rosely Sayão - Folha Caderno Equilíbrio 15/mar/2007.
Jaramillo IF - Morrer Bem. Editora Planeta 2006.
