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Flexibilidade
Categoria(s): Fisioterapia, Reumatogeriatria |
Entendendo o assunto
A flexibilidade pode ser definida como a capacidade de movimentar as diferentes partes do corpo através de uma grande amplitude de movimentos. Essa variável é um importante componente da capacidade física e relaciona-se com a execução de tarefas específicas do dia-a-dia, tais como amarrar sapatos, enxugar-se, pentear-se.
A flexibilidade articular é crucial para o movimento. Não tem muito propósito ter ossos e músculos fortes se os primeiros não puderem ser movidos o suficiente por sua amplitude de movimento para manipular objetos e se locomover.
Não existe uma medida geral da flexibilidade como um todo. Ela é específica a cada articulação e as limitações impostas à amplitude de movimentos, em determinadas articulações, têm sido associadas com incapacidade e desconforto em idosos, podendo repercutir no baixo desempenho nas atividades diárias. As medidas da flexibilidade dos dedos, cúbito, joelho são primariamente em um plano anatômico. Já os movimentos da articulação do ombro e do quadril são tridimensionais.
Os adultos têm sua flexibilidade reduzida, à medida que envelhecem, e essas perdas podem ser sentidas, pelos próprios indivíduos, quando executam ativamente o movimento do membro em comparação com a amplitude de movimento exercida, passivamente, pelo profissional da área da saúde. A perda da flexibilidade ocorre surpreendentemente cedo, e as maiores perdas são observadas na extensão das costas. Os autores interpretam este fato, porque, poucas são as ocasiões na vida diária em que é necessário inclinar-se para trás, enquanto que muitas atividades diárias exigem inclinação para frente.
A articulação do tornozelo também perde flexibilidade com o envelhecimento. A fraqueza relacionada à idade nos músculos que flexionam o tornozelo para cima e um aumento na resistência muscular devido aos aumentos no tecido conjuntivo substitutivo dos músculos atrofiado (sarcopenia), faz com que o tornozelo não se flexione adequadamente durante a caminhada, aumentando o risco de queda.
Procurando medidas simples de flexibilidade, que correspondessem aos movimentos de várias atividades relacionadas à manutenção da independência, Reuben e Siu propuseram o teste “agachar e pegar um bastão no chão”, como forma de verificar a flexibilidade dos músculos posteriores da perna, que vem sendo utilizada em alguns estudos populacionais.
Para a execução do teste de flexibilidade (“agachar e apanhar um bastão no chão”), o indivíduo permanecia em posição ereta, com os pés juntos, e ao ser informado sobre o início do teste, deveria abaixar-se para pegar um bastão, colocado no chão, 30 centímetros à frente da ponta dos pés. A partir do momento em que o examinado relatava estar pronto para começar o teste, o cronômetro era acionado e verificava-se o tempo gasto entre abaixar-se e voltar à posição inicial, com o bastão na mão. O teste era considerado concluído, quando o indivíduo conseguisse terminar o exercício, sem apoiar se, em tempo igual ou inferior a 30 segundos.
Os exercícios contribuem significativamente para a flexibilidade e estabilidade das articulações. Exercícios resistidos melhoram a força tensora dos tendões e ligamentos, e exercícios de flexibilidade mantém a elasticidade dos tendões, ligamentos e músculos, permitindo assim uma melhor amplitude de movimento articular. Os exercícios de alongamento são fundamentais para os idosos recuperarem a confiança nos movimentos e se livrem do fantasma da invalidez.
Referência:
Site Saúde em movimento – Flexibilidade [on line]
Schultz A.B.; Mobility impairment in the elderly: challenges for biomechanics research. J Biomechanics, 1992; 25(2): 519-28.
Reuben D.B.; Siu A.L. An objective measure of physical function of elderly outpatients –The Physical Performance Test. J Am Geriatr Soc, 1990, 38(10): 1105-12.
American College of Sports Medicine [ACSM]- Position stand on the recommended quantity and quality of exercise for developing and maintaining cardiorespiratory and muscular fitness, and flexibility in healthy adults. Med Sci Sports Exerc, 1998;
30(6): 975-91.
Brown D.A.; Miller W.C. Normative data for strength and flexibility of women throughout life. Eur J Appl Physiol, 1998; 78(1): 77-82.


Anônimo comenta:
25 fevereiro, 2009 @ 13:57
muito imteresante
Simone comenta:
8 julho, 2009 @ 13:38
Olá! Parabéns pelo trabalho exposto acima. no entanto estou interessada em sabe mais sobre o trabalho do Reubem e Siu sobre o teste “agachar e pegar em bastão no chão” para valiar a flexibilidade dos musculos posterior.
Aguardo resposta e fico grata!
Dr. Armando Miguel Jr comenta:
8 julho, 2009 @ 19:10
Simone,
Acesse a referência – Reuben D.B.; Siu A.L. An objective measure of physical function of elderly outpatients –The Physical Performance Test. J Am Geriatr Soc, 1990, 38(10): 1105-12.
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