Arquivo de 12/mar/2007





12 - mar

Sistema imunológico – Envelhecimento: Imunosecescência

Categoria(s): Biogeriatria, Bioquímica, Gerontologia, Infectologia, Medicina ortomolecular, Nutrição

Sistema imunológico – Envelhecimento: Imunosecescência

Editorial

Dentre as teorias que procuram explicar o envelhecimento, as teorias do desequilíbrio gradual que, afirmam que o cérebro, as glândulas endócrina ou o sistema imunológico começam a deixar de funcionar gradualmente. Deficiências do sistema imunológico deixam os indivíduos idosos vulneráveis a doenças de vários tipos de doenças, ao chamado senilidade, ou seja envelhecimento com doença. O outro tipo de envelhecimento chama-se senescência, que é o envelhecimento sem doença.

O envelhecimento do sistema imunológico recebe o nome científico de imunosecescência e, como todo o organismo sobre perda da sua capacidade com o avançar da idade do indivíduo, levando ao aparecimento de um número maior de infecções e resposta terapêutica menor, além do surgimento de cânceres.

A progressiva involução do timo (glândula marcadora dos linfócitos T) tem importante papel no desenvolvimento da imunodeficiência dos idosos. Sabidamente, os linfócitos T dos idosos são deficientes quanto à sua capacidade para ativar e para proliferar em resposta a um determinado antígeno. Com a idade, os linfócitos T diminuem a produção e secreção de interleucina-2 (citocina necessária ao recrutamento de outras células de defesa).

Imunidade

O linfócito T helper ou auxiliar (CD4+) deficiente leva a uma resposta alterada dos anticorpos para antígenos. O recrutamento de macrófagos por células T também está diminuído nos idosos, assim como a quimiotaxia dos neutrófilos polimornucleares e a fagocitose. Este fato, pode ser explicado pela carência nutricional, geralmente presente nos idosos. A nutrição é importante determinante da imunocompetência (capacidade de resposta do sistema imunológico). Em certos estados de deficiência relacionados à má nutrição ocorre diminuição da resposta aos mitógenos e antígenos, das células CD 4+ (linfócitos T-auxiliar ou helper) , da taxa CD4+/CD8+ (relação entre linfócitos auxiliares e supressores ), da produção dos imunocomplexos, dos neutrófilos Killing (NK) e hipersensibilidade tardia.

Os micronutrientes melhoram a imunidade mediada por células e reduz o estresse oxidativo. A suplementação de vitamina E em idosos bem nutridos saudáveis aumenta a proliferação de linfócitos e resposta de hipersensibilidade tardia, assim como diminui a formação de prostaglandinas imunossupressoras. A vitamina C regenera a forma antioxidante da vitamina E, sendo importante na destruição dos patógenos (bactérias e virus) pelos neutrófilos.

Nos idosos, a suplementação de micronutrientes (vitaminas e sais minerais) aumenta o subgrupo de células T e a atividade das células natural killer (NK). Tem sido observado que os idosos institucionalizados sofrem de carência de vitaminas, particularmente cianocobalamina, folato e piridoxina, assim como zinco, que os deixa mais propensos a infecções. O uso de antioxidantes (vitamina A, C, E, alfa e betacaroteno, critoxantina, licopeno, luteína e zeaxantina) e de vitaminas B (tiamina, riboflavina, niacina, piridoxina, cobalamina e folatos) diminuem o risco de infeções, sobre tudo, pneumonias comunitárias.

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