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Acidente vascular cerebral

Categoria(s): Cardiogeriatria, Emergências, Neurogeriatria


Editorial

Estima-se que no Brasil a taxa de mortalidade provocada pelos derrames cerebrais seja da ordem de 50 pessoas para cada grupo de 100 mil habitantes. Calcula-se, ainda, que o acidente vascular cerebral (AVC) seja responsável por algo em torno de 8% das internações e por cerca de 19% dos custos dos hospitais públicos brasileiros.

O AVC é a principal causa de incapacidade funcional em idosos no mundo. A persistência do pessimismo, embora sem evidência científica, de uma grande parte dos médicos, com relação ao tratamento na fase aguda, dos pacientes que sofrem AVC, tem retardado uma política mais agressiva neste sentido.

O melhor conhecimento dos fatores de risco vasculares da população, associados identificação de indivíduos com alto risco de doença cerebrovascular, possibilitará a criação de estratégias para a prevenção, tanto primária, como secundária do AVC. Sobretudo, da divulgação intensa, junto a classe médica da existência de tratamento eficaz na fase aguda, para uma doença tanto estimatizada. Desta forma, é fundamental a criação de estruturas necessárias para o atendimento a estes pacientes e, a criação de centros de treinamento especializados no tema (neurologia vascular), estendendo os benefícios para um número cada vez maior de pacientes.

Apesar de já estar ocorrendo uma diminuição dos óbitos por AVC ao longo da última década (54,86 em 100 mil habitantes em 1993 para 49,74 em 2003), veja o gráfico, ainda necessitamos de atitudes mais agressivas nas emergências.

avc

Sucesso – O índice de sucesso do tratamento do AVC base de medicação trombolítica é muito significativo, principalmente se consideradas as vantagens que a abordagem traz aos pacientes e ao sistema público de saúde. Nos Estados Unidos estudos apontam que cada vítima de acidente vascular cerebral acarreta ao país um custo mensal que varia de US$ 18 mil a US$ 31 mil. Isso sem falar no custo social, visto que muitas vítimas de AVC acabam se aposentando por invalidez em um período ainda ativo da suas vida, o que sobrecarrega a previdência social.

Trombólise: A reperfusão da área cerebral isquêmica, utilizando-se o ativador de plasminogênio tecidual (tPA) ou desmoteplase, é o ponto chave da terapia da fase aguda. Porém, é importante salientar que existem mecanismos independentes do fluxo sangüíneo cerebral, que estão envolvidos na proteção neuronal da área da penumbra, e também das diferenças entre a suscetibilidade das diversas áreas encefálicas, assim como entre a substância cinzenta e branca.

A seleção do paciente com AVC isquêmico agudo, para o tratamento, parece ser um fator crucial para a eficácia da trombólise e muito mais relevante que o antigo critério temporal do limite das 3 horas do início dos sintomas. Se bem que, a reperfusão precoce tem sido relacionada com prognóstico favorável.

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6 Comentários »

  1. cris comenta:

    19 Março, 2008 @ 18:48

    Muito boa a matéria, farei um trabalho sobre AVc no Idoso, se puderem mandar mas matéria pra mim eu agradeço.

  2. rose comenta:

    8 Abril, 2008 @ 22:22

    muito bom esse artigo ,é muito bom saber + sobre A.V.C, gostei muito. abraço

  3. Ana Paula Constante comenta:

    10 Abril, 2008 @ 11:43

    ótima matéria para divulgação da necessidade da prevenção!!

  4. Elane Cristina comenta:

    17 Abril, 2008 @ 10:29

    sou academica de enfermagem e me interessei bastante por esse assunto….
    estou fazendo o meutrabalho de conclusao de curso e ele fala sobre avc
    “PERFIL DOS PACIENTES INTERNADOS POR ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL NA UNIDADE DE TERAPIA INNTENSIVA ADULTO DE UM HOSPITAL EXTRA-PORTE DA CIDADE DO RECIFE.”

    gostaria de eceber algums artigos para poder adicionar ao meu marco teórico

    grata, e aguardo contato

  5. Gelson Ferreira da Silva comenta:

    16 Julho, 2008 @ 08:31

    ,Tenho 45 anos e sofri um avc em dezembro de 2006. tomo diariamente hipertensivos e tambem sinvastatina de 20 mg. Gostaria de saber se a minha medicação está correta. ohipertensivo que faço uso é o captopril de 25g duas vezes ao dia, sinvastatina 20 mg um comprimido á noite e dois comprimidos de AAS após o almoço. Consigo caminhar e fazer minhas tarefas normais do dia a dia. Me informem por favor se conseguirei algum dia retornar a conduzir um veículo de passeio normalmente, tendo em vista que já fiz várias seçoes de fisioterapia e a própria fisioterapeuta me informou que dev ido ao meu progresso, com certeza poderia voltar à dirigir. Grato pelos esclarecimentos.

  6. roberta comenta:

    18 Novembro, 2008 @ 13:48

    adorei a materia e me interescei muito
    por conta tb que estou fazendo um trabalho de conclução de semestre e preciso de mais imformaçoes se for possivel poderiam me passar mais coisas o assunto exatamente é: a importancia da fisioterapia na reabilitação de idosos com pós avc .
    desde ja,

    agradeço

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