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Aneurismas das artérias coronárias
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Dicionário
Os primeiros relatos sobre aneurismas das artérias coronárias foram feitos por Morgagni, em 1761. Até 1967 as referências sobre esta patologia eram apenas de necropsia, só recentemente os relatos são de casos diagnosticados cinecoronariográficamente.
Os aneurismas das artérias coronárias estão associados a ocorrência de morte súbita, infarto do miocárdio, episódios de angina e tamponamento cardíaco. Sua incidência e de aproximadamente 1.5 %.
Defini-se como aneurismas as dilatações localizadas ou difusas (também chamadas de ectásicas) das artérias coronárias, com diâmetro uma vez e meia superior ao calibre da própria artéria em seu segmento adjacente, na ausência de fístula coronário-cavitária.
A aterosclerose tem sido considerada a principal etiologia, sendo as demais representadas pela congênita, esclerodermia, arterite necrotizante, embolia micótica, Síndrome de Ehlers-Danlos, sífilis, infeções bactérianas, traumáticas, síndrome de Marfan, tumores metastáticos e doença de Kawasaki.
A artéria coronária direita é a mais freqüentemente atingida, seguida da artéria descendente anterior esquerda e da porção proximal da circunflexa. Na fisiopatologia da formação dos aneurismas tem sido implicada com o comprometimento e a destruição dos elementos musculares e fibroelásticos das paredes das artérias coronárias, e como fator agravante a hipertensão arterial.
ECO o ecocardiograma transtorácico e mais precisamente o ecocardiograma transesofágico permitem um boa visualização e diagnóstico desta patologia, que poderá ser confirmada pela cinecoronáriografia.
O tratamento nos casos de lesão difusa é clínico e nas lesões localizadas cirúrgico.
Tags: aterosclerose, cardiopatia isquêmica, infarto do miocárdio, morte súbita
