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Fev
15
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Catarata senil
Categoria(s): Gerontologia, Programa de saúde |

Editorial
Catarata é a denominação dada a qualquer opacidade do cristalino*, que não necessariamente afete a visão. É a maior causa de cegueira tratável nos paÃses em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial de Saúde, há 45 milhões de cegos no mundo, dos quais 40% são devidos à catarata.As causas não estão bem definidas, porém estudos epidemiológicos revelam associação de catarata à idade. Assim, estima-se que 10% da população norte-americana têm catarata e que esta prevalência aumenta em 50% no grupo etário de 65 a 74 anos, enquanto em pessoas acima de 75 anos a incidência aumenta para 75%.
Como toda a luz que entra no olho deve passar pelo cristalino, qualquer parte do mesmo que bloqueie, distorça ou difunda a luz pode alterar a visão. O grau de deterioração da visão depende da localização da catarata e de quão densa (madura) ela está. Frente à luz intensa, a pupila contrai, estreitando o cone de luz que entra no olho, de modo que a luz não consegue passar facilmente através da catarata. Por essa razão, as luzes intensas são especialmente incômodas para muitos indivÃduos que apresentam catarata, os quais enxergam halos em torno de lâmpadas, clarões e difusão da luz.
O médico pode detectar uma catarata ao examinar o olho com o auxÃlio de um oftalmoscópio (um instrumento utilizado para examinar o interior do olho). Utilizando um instrumento denominado lâmpada de fenda, o médico pode determinar a localização exata da catarata e a extensão de sua opacidade.
Inúmeros fatores de risco podem provocar ou acelerar o aparecimento de catarata, incluindo medicamentos (esteróides), substâncias tóxicas (nicotina), doenças metabólicas (diabetes mellitus, galactosemia, hipocalcemia, hipertiroidismo, doenças renais), trauma, radiações (UV, Raio X, e outras), doença ocular (alta miopia, uveÃte, pseudoexfoliação), cirurgia intra-ocular prévia (fÃstula antiglaucomatosa, vitrectomia posterior), infecção durante a gravidez (toxoplasmose, rubéola), fatores nutricionais (desnutrição).
O único tratamento curativo da catarata é o cirúrgico, onde o cristalino é removido e, normalmente, é inserido um cristalino de plástico ou de silicone. Este cristalino artificial é denominado implante de cristalino. Toda vez que a qualidade de vida do portador de catarata esteja comprometida, ou seja, que existam limitações nas atividades que realiza habitualmente, a cirurgia está indicada. A evolução da catarata geralmente é bilateral com certa assimetria, daà a importância da realização da cirurgia do segundo olho para recuperação integral da visão.
Entre as complicações pós-operatórias estão: edema macular cistóide, descolamento de retina, endoftalmite, elevação da pressão intra-ocular, lesão do endotélio corneano, opacificação da cápsula posterior. Esta opacificação capsular é considerada a mais freqüente das complicações pós-operatórias e a sua incidência depende da idade do paciente, da técnica cirúrgica empregada e do modelo e da tecnologia empregada na fabricação das lentes intra-oculares.
* veja o glossário da Sociedade Brasileira de Oftalmologia com as informações básica sobre o olho e suas patologias.
Referência:
Catarata Diagnóstico e tratamento - Diretriz da Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina [on line]
Projeto catarata [on line]
Sociedade Brasileira de Oftalmologia [on line]

lucia comenta:
19 Maio, 2007 @ 17:40
Meu nome é Lucia sou acadêmica do curso de Enfermagem, e estou pesquisando sobre o idoso frágil e até o momento não encontrei nada que caracteriza esta patologia. Gostaria por gentileza, se tiverem, me fornecer algo sobre o assunto.
Dr. Armando Miguel Jr comenta:
20 Maio, 2007 @ 11:55
Lucia, é difÃcil caracterizar um idoso como fragilizado, pois existem inúmeros fatores que podem fragilizá-lo. As sociedades Internacionais de Geriatria e Gerontologia indicam a aplicação de um instrumento de avaliação geral que permite caracterizar o grau de fragilidade de um idoso e agir no sentido de minimizar suas perdas. este instrumento é conhecido com Avaliação Geriátrica Ampla. Acesse o artigo - COSTA, E. F. A.; MONEGO, E. T. - Avaliação Geriátrica Ampla (AGA). Revista da UFG, Vol. 5, No. 2, dez 2003 on line (http://www.proec.ufg.br/revista_ufg/idoso/aga.html). para saber mais a respeito.
cleudes francisca de souza comenta:
25 Março, 2008 @ 02:34
Meu nome é Cleudes, estou precisando de um esclarecimento sobre riscos e beneficios da vitrectomia, é polemico essa cirurgia? Gostaria de saber sobre o assunto, se possÃvel. Obrigado.