Arquivo de 31/jan/2007





31 - jan

Artrite Reumatóide – Síndrome de Caplan

Categoria(s): Dicionário, Pneumologia geriátrica, Reumatologia geriátrica

Dicionário

A síndrome de Caplan, descrita originalmente nos mineiros de carvão de Welsh, como uma associação da artrite reumatóide (AR) e nódulos pulmonares múltiplos (granulomas reumatóides) em pacientes com pneumoconiose.

A doença pulmonar (pneumoconiose) reumatóide foi definida por Caplan, em 1953, como a associação de imagens radiológicas pulmonares arredondadas, medindo de 0,5 a 5,0 cm de diâmetro, periféricas, associadas ou não a pequenas opacidades pneumoconióticas ou à fibrose maciça pulmonar, em pacientes com artrite reumatoide (AR) e expostos a poeiras de carvão mineral ou sílica. A prevalência dessa entidade entre pneumoconióticos é baixa. Caplan encontrou uma prevalência de 0,4%, e, mais recentemente, Honma e Vallyathan mostraram a ocorrência de 0,75% no Japão e de 1,5% nos EUA.

No Brasil, não existem dados suficientes sobre a síndrome, restringindo-se a dois casos clínicos publicados, acredita-se que a falta de conhecimento desta síndrome é que reflete a baixa incidência. Apesar de originalmente a síndrome ter sido descrita em mineiros de carvão, numerosos casos têm sido diagnosticados em indivíduos expostos à sílica livre e ao asbesto desde então, apesar de serem bem mais raros que em indivíduos expostos à poeira de carvão mineral.

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31 - jan

Dor crônica – Dor neuropática

Categoria(s): Emergências, Neurologia geriátrica, Psicologia geriátrica

dor

 Dor crônica – Dor neuropática

Editorial

Como explica os casos de dores em membro amputado ou dormente? Acredita-se, que nestes casos o próprio sistema nervoso é capaz de gerar e perpetuar a dor, ou seja, um tipo de dor, chamada de neuropática.

A dor neuropática é freqüentemente intrigante e frustante, tanto para os pacientes como para os médicos. pois parece não apresentar uma causa definida, responde pouco aos tratamentos, pode durar indefinidamente, leva a incapacidade importante e até mesmo se exacerba com as variações climáticas e estados emocionais. Constituem exemplos de dor neuropática a neuropatia diabética, a nevralgia pós-herpética, a dor do membro fantasma, a nevralgia do trigêmio e a lombociatalgia.

São entendidos 4 mecanismos mais comuns para a dor neuropática:

1. Estimulação direta dos neurônios sensíveis à dor – Estes neurônios sensitivos primários são chamados de nociceptivos das fibras C. Eles disparam potenciais de ação em resposta ao estiramento mecânico ou à compressão e a substâncias mediadoras da reação inflamatória como as prostaglandinas (Exs. hérnia de disco, nevralgia do trigêmio). Tratamento – administração de substâncias que alivie a irritação mecânica ou química.

2. Disparo automático dos nervos lesados – A lesão das fibras nervosas por qualque agente pode causar disparo espontâneo tanto no local da lesão como em focos ectópicos ao londo do nervos lesado. (ex. neuropatia diabética). – Este tipo de dor é descrito como lancinantes, agudas ou em pontada. Adquire o caráter de dor contínua em queimação quando são afetadas várias fibras nervosas que disparam assincronicamente.

3. Desaferentação – Normalmente, as sensações seguem uma seqüencia de eventos desde o tecido periférico por intermédio de uma cadeia de neurômnios ao longo da medula espinal, do tronco encefálico e do cérebro. No caso da dor do membro fantasma, a perda de impulsos sensitivos de um membro pode acarretar disparos espontâneos nos neurônios de segunda e terceira ordens, o que resulta na dor.

4. Dor por mediação simpática – Todo tipo de estímulo doloroso pode desencadear atividade autonômica localizada com alterações circulatórias e da temperatura. Este processo pode continuar com fenômenos generalizados como vômitos, sudorese, desregulação circulatória como no infarto do miocárdio.

A dor neuropática geralmente piora a noite, característica que a distingue dos outros tipos de dor. Segue o território de distribuição dos nervos, dependendo de se for causada por neuropatia periférica (Ex. na diabética ou nos alcoolatras) – distribuição em luva e em bota, de radiculopatia (Ex. pós-herpética – distribuição em dermátomos) ou de mielopatia (nível da medula espinal, Ex lombalgia da hernia de disco).

A presença de dor desencadeada por um estímulo tátil discreto ou roçar em determina região do corpo (fenômeno conhecido como alodínia) sugere o diagnóstico de dor neuropática.

O tratamento é bastante frustante e, inúmeros tipos de medicamentos tem sido utilizados. Atualmente, a gabapentina tem sido a droga indicada pelos especialistas. Outros medicamentos são os antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina, desipramina) e a sua associação com a gabapentina dão melhores resultados.

Em alguns casos o uso tópico de creme de capsaicina (ingrediente picante da pimenta-malaqueta) promove a libração local de substância P do C-PMN e, se usada 3 a 4 vezes ao dia, pode suprimir a substância P e limitar a transmissão dolorosa.

Referência:

Teixeira MJ – Aspectos gerais do tratamento da dor. Revista Médica 3:104-109, 1998.

Laboratório de Neurociências da USP (Psicologia) [on line]

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