Arquivo de 26/jan/2007





26 - jan

Osteoprotegerina – OPG

Categoria(s): Avanços da Medicina, Biologia, Bioquímica, Dicionário

Dicionário

A osteoprotegerina (OPG) é uma proteína homologa aos membros da superfamília de receptores TNF (fator de necrose tumoral), que atua como um inibidor solúvel na maturação e ativação dos osteoclastos tanto “in vivo” como “in vitro”.

Esta proteína também é denominada de fator inibidor da osteoclastogênese (OCIF – osteoclastogenesis inibitory factor).

As prostaglandinas E2 (PGE2) e os glicorticoides inibem a expressão da OPG,e a vitamina D3, os íons Ca2+ e o TGFb ativam.

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26 - jan

Os exemplos da cidade de Framingham – EUA

Categoria(s): Demografia, DNT, Gerontologia, Programa de saúde pública

Editorial

O surpreendente no cenário das doenças não transmissíveis (DNT) é o quanto conseguimos avançar no entendimento dos mecanísmos fisiopatológico, diagnóstico, prognóstico e terapêutico, com alicerce sólido nos fundamentos da medicina baseada em evidência. A preocupação atual é o quanto estamos realmente traduzindo esta informação para melhorar a saúde da população.

Há mais de 5 décadas, uma cidade dos Estados Unidos, Framingham em Massachusetts, foi selecionada pelo governo americano para ser o local de um estudo cardiovascular. Foram inicialmente recrutados 5.209 residentes saudáveis entre 30-60 anos de idade para uma avaliação clínica e laboratorial extensiva. Desde então a cada 2-4 anos, esta população e, atualmente as gerações descendentes, é reavaliada cuidadosamente e acompanhado em relação ao desenvolvimento de doença cardíaca. O consagrado estudo de Framingham foi uma das primeiras coortes onde foi demonstrando a importância de alguns fatores de risco para o desenvolvimento de doença cardíaca e cerebrovascular.

Framinghan
Parece inconcebível, mas antes do Framingham, a maioria dos médicos acreditava que aterosclerose era um processo de envelhecimento inevitável, a hipertensão arterial um resultante fisiológico deste processo que auxiliava o coração a bombear o sangue pelas artérias com lúmen reduzido. Foram mais de 1.000 publicações somente nesta coorte de paciente e milhares de outras que nos levaram, ao longo das últimas décadas, para um entendimento detalhado e aprofundado das características individuais e ambientais relacionadas com maior probabilidade de doença cardíaca.

Estudos estes que confirmaram a importância do tabagismo, níveis elevados de colesterol LDL, baixos de HDL, diabete melito, hipertensão arterial sistêmica, história familiar, obesidade, sedentarismo, obesidade central, síndrome plurimetabólica e ingesta de álcool como fatores fortemente relacionados com aterosclerose e suas manifestações clínicas.

Estudos epidemiológico-clínicos atuais estão a procura de alterações genéticas responsáveis por hipertensão arterial e dislipidemias, entre outras condições das DNT. Novos marcadores neuro-humorais e inflamatórios têm sido descritos e parecem também estar fortemente relacionados com variáveis comportamentais, como estilo de vida e características sócio-demográficas. Estas informações têm sido utilizadas para estabelecer escores de predição clínica para identificar individualmente pessoas com maior risco para eventos. Enfim, são inúmeras as frentes de pesquisas internacionais sobre risco das DNT. O fomento a pesquisa clínico-epidemiológico no Brasil deve entender este cenário, para que dados obtidos na nossa população façam parte das descobertas.

Várias iniciativas do Ministério da Saúde têm sido adotadas para reduzir o impacto das doenças não-transmissíveis na população brasileira. Desde o rastreamento de diabete melito em nível nacional, implementação de campanhas sobre hipertensão arterial sistêmica, aplicação de protocolos para manejo agressivo da dislipidemia em coronariopatas, entre outros. Precisamos agora trazer estas iniciativas de modo permanente e continuado, e não somente para alguns por algum tempo. Devemos ser críticos e reconhecer que o que vem sendo feito não é suficiente para eliminarmos a fração de doença potencialmente previníveis. Se medidas de prevenção primária e secundária forem adotadas de modo mais enérgico, tudo indica que a epidemiologia das DNT pode ser modificada drasticamente nos próximos 50 anos, depende de nós da área da saúde.
Referências:

Framingham

Polanczyk CA – Fatores de risco cardiovascular no Brasil: os próximos 50 anos! Arq. Bras. Cardiol. vol.84 no.3 São Paulo Mar. 2005

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26 - jan

Paratormônio – PTH

Categoria(s): Dicionário, Endocrinologia geriátrica

Dicionário

O PTH é um hormônio secretado pela glândula paratireóide, cuja função principal é de regular o teor de cálcio e fósforo no organismo. Atua aumentando o número de osteoclastos, promovendo ativa osteólise osteocítica. Atua também modulando a atividade osteoblástica. O PTH funciona aumentando a liberação de cálcio e fósforo dos ossos e diminui a perda de cálcio pela urina e aumenta a excreção urinária de fósforo.

O PTH aumenta a reabsorção do ion cálcio no túbulo renal distal e diminui a reabsorção de fósforo no túbulo proximal. Quando os níveis séricos de cálcio esta baixo ocorre um aumento da secreção do PTH.

A glândula paratireóide é formada por 4 glândulas situada na porção posterior da glândula tireóide.

1. Glândula Tireóide

2. Glândulas Paratireóides

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