Arquivo de 16/jan/2007





16 - jan

Resilência: Recuperando-se de situações adversas

Categoria(s): Gerontologia, Psicologia geriátrica

Resenha

Colaborador : Dr Jose Lluis Ramos

Em física de materiais o termo resilência é usado para definir a característica de um material que conseguem retornar a sua forma anterior após sofrer mudança na forma sob efeito da pressão. Exemplo, quando caminhados sobre um carpete deixamos nossa marca, que desapare após alguns minutos, quando o carpe volta a forma original.

Na área da psicologia a resilência é usada como a capacidade do indivíduo adaptar-se de maneira positiva diante de situações adversas, mantendo seu desenvolvimento normal e recuperando-se dos efeitos estressores. Ou seja, a forma como cada um lida com situações como morte de uma pessoa querida, a separação, a traição de um parceiro, um assalto, um sequestro, um abuso sexual, uma perseguição racial, etc.

Esta qualidade de seguir em frente e sair fortalecido de uma crise tem feito com que a medicina se interrogue por que alguns são mais resistentes que outros. Tem sido detectado alguns fatores protetores como: os traços de personalidade; a maturidade; a capacidade de manejar as próprias emoções; a capacidade de lidar com ocorrências adversas e estressantes.

Algumas pessoas utilizam a mecânica cognitiva para obter fatores de proteção: como ambientes cognitivos enriquecidos; tarefas e papéis sociais adequados; cultura; especialização ou conhecimentos adquiridos; ter caráter compensatório (conhecimento e cultura) e de manutenção do desempenho (conhecimentos).

Ao aceitar a ajuda e o suporte das pessoas a resilência se fortalece; Não se pode evitar que eventos muito estressantes aconteçam, mas pode-se mudar a forma de interpretá-los e de responder a esses eventos.

Ao aceitar as circunstâncias que não podem ser mudadas pode ajudar a concentrar-se sobre as que se pode alterar. O melhor é agir em lugar de se afastar completamente dos problemas, querendo que eles desapareçam.

As pessoas podem aprender algo sobre si mesmas como resultado de suas lutas com perdas. Desenvolvendo a confiança em sua habilidade para resolver problemas e valorizar seus instintos que irá ajudar a construir a resilência.

Evitando-se exagerar os acontecimentos fora das devidas proporções, e mantendo-se os cuidados irá ajudar na autopreservação.

Com a ajuda de um psicólogo o idoso deve treinar sua mente e seu corpo, preparando-se para lidar com situações que requeiram resilência, como sofrer uma perda de uma pessoa querida ou receber a notícia de uma doença grave.

Neri, A. L.; Palavras-Chave em gerontologia; Campinas, SP; Editora Alínea, 2005 (coleção Velhice e Sociedade).

Http://guiadasemana.uol.com.br/noticias.asp?ID=15&cd_news=18738.

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16 - jan

Índice de Kenny

Categoria(s): Dicionário, Enfermagem, Gerontologia

O índice de autocuidado de Kenny para avaliação da AIVD – atividades instrumentais de vida diária é composto de 17 tarefeas, as quais são subdivididas num total de 85 itens, que são agrupadas em 6 categorias (Locomoção,Transferências, Atividades Básicas, Vestuário, Higiene pessoal, Alimentação).

Para cada item atribui-se uma nota que varia de zero=completamente dependente; 1=assistência intensiva; 2=assistência moderada; 3=assistência mínima; 4=sem assistência.

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