|
15 - jan
|
Doença de Parkinson – Alterações na marcha |
Categoria(s): Fisioterapia, Neurologia geriátrica |
|
Entendendo o assunto
Colaborador : Fernando Savi *
* Fisioterapêuta e especialista em saude e medicina geriatrica METROCAMP
No Brasil, estimativas da Associação Brasileira de Parkinson (ABP), mostram que cerca de 200 mil pessoas portadoras da doença de Parkinson (DP) e que, ano a ano, vinte novos casos são diagnosticados para cada 100.000 pessoas, sem distinção de sexo.
Essa doença se caracteriza por tremores, rigidez muscular, diminuição da mobilidade e alterações da postura. O comprometimento da memória, a depressão, alterações no sono e distúrbios do sistema nervoso autônomo também fazem parte do quadro clÃnico.
Essa anomalia se desenvolve principalmente pela perda de neurônios de uma área especÃfica do cérebro (substância negra), diminuindo a produção da dopamina e alterando os movimentos chamados extrapiramidais (não voluntários).
Os primeiros sinais da doença são os tremores ou a perda da mÃmica facial associados a diminuição do piscar, olhar fixo e lentidão de movimentos. A voz pode se tornar monótona, a pele, principalmente a facial, fica lustrosa e com seborréia. Ele ainda lembra que a marcha fica cada vez mais lenta e difÃcil, aumentando a freqüência de quedas e fraturas. Outra caracterÃstica da postura é que os braços ficam encolhidos e o tronco inclinado. Em casos avançados, pode haver um aumento na velocidade da marcha para não cair (festinação) ou então o paciente pode ficar parado (congelado) com dificuldade de iniciar um movimento.
As alterações da postura decorrem do desenvolvimento de uma fixação anormal da postura, tipicamente flexionada e encurvada. Os músculos flexores e adutores tornam-se seletivamente mais contraÃdos, tanto nos membros superiores quanto nos inferiores, os reflexos de postura estão diminuÃdos, o equilÃbrio fica instável e os ajustes da postura compensatórios são imediatos. Os casos de queda ocorrem, geralmente, pela ausência os reflexos protetores.As respostas da postura automáticas ficam particularmente prejudicadas, se a rigidez do tronco for grave.
O padrão da marcha do paciente com DP é altamente estereotipado e caracterizado por uma diminuição da amplitude dos movimentos nos membros inferiores, nos movimentos dos quadris, joelhos e tornozelos. Os movimentos do tronco, também, estão reduzidos, resultando na diminuição do comprimento dos passos e da dissociação das cinturas pélvica e escapular.
Caracteristicamente, os pacientes andam com uma marcha lenta e arrastada, há um persistente posicionamento da cabeça e tronco à frente, deslocando o centro de gravidade para adiante, podendo resultar num padrão de marcha chamado de “festinaçãoâ€.
Todos estes problemas com a marcha se agravam com a perda muscular (sarcopenia) que acontece com a idade.
O fisioterapeuta tem papel fundamental no auxÃlio a reabilitação destes pacientes, corrigindo o mau alinhamento da postura, os reflexos e a deambulação.
Referência:
O’SULLIVAN, SB SCHIMITZ TJ – Fisioterapia: Avaliação e Tratamento. Ed Manole 2 ed, 1993 São Paulo, Brasil.
* Fisioterapêuta e Pós-graduando em Saúde e Medicina Geriátrica METROCAMP – Campinas (SP)
Tags: Doença de Parkinson
Doença de Parkinson atinge cerca de 200 mil pessoas no Brasil.
Tremor nas mãos
Doença de Parkinson – Controle das alucinações
Doença de Parkinson – Rigidez muscular e tremores
Doença de Parkinson e Parkinsonismo
Doença de Parkinson – Aspectos fisioterápicos
Estudo de caso – Wolff-Parkinson-White
Doença de Paget

CIRURGIA DE PRÓSTATA
DOENÇAS SEXUAIS
Formas de Medicina Natural
Odontologia – Ortodontia – Próteses Dentárias – Snap on Smile – Check-up Preventivo
Saúde Geriátrica