Arquivo de 13/jan/2007





13 - jan

Doença de Paget

Categoria(s): Dicionário, Reumatologia geriátrica

Dicionário

Abstrat:
Paget’s disease is a chronic condition of bone characterized by disorder of the normal bone remodeling process. Normal bone has a balance of forces that act to lay down new bone and take up old bone. This relationship (referred to as “bone remodeling”) is essential for maintaining the normal calcium levels in our blood. In bone affected by Paget’s disease, the bone remodeling is disturbed and not synchronized. It is not known what causes Paget’s disease. Recently, certain genes have been associated with Paget’s disease, including the Sequestrosome 1 gene on chromosome 5, although a virus infection may be necessary to trigger point.
Paget’s disease commonly causes no symptoms and is often incidentally noted when X-ray tests are obtained for other reasons. The treatment of Paget’s disease is directed toward controlling the disease activity (medications called bisphosphonates or injectable calcitonin), and managing its complications. Bone pain can require anti-inflammatory drugs (NSAIDs) or pain-relieving medications. Bone deformity can require supports as surgical operations.

A Doença de Paget é uma doença crônica dos ossos (osteodistrofia deformante de Paget) que se apresenta com deformidades em áreas isoladas do esqueleto caracteriza por um excesso de formação de tecido ósseo. O tecido ósseo normal tem um equilíbrio de forças que atuam para estabelecer um novo osso e remover o osso velho. Nesse processo atuam dois tipos de células o osteoclástro que remove o “osso velho” e o osteoblasto que forma o “osso novo”, como se um pedreiro fosse retirando uma parede antiga e um outro pedreiro fosse fazendo uma nova parede no lugar. Na Doença de Paget a atividade osteoclástica está aumenta, levando a uma atividade compensatória secundária pelos osteoblastos. O resultado é a formação de osso que é maior em volume, irregular em estrutura e mecanicamente inferior, isto é, tem maior tendência para as deformidades e fraturas.

A doença de Paget geralmente não causa sintomas e muitas vezes é descoberta por acaso em um exame radiológico  obtidos por outras razões. O tratamento da doença de Paget é direcionado para controlar a atividade da doença (medicamentos chamados bisfosfonatos ou calcitonina injetável), e gerenciamento de suas complicações. Dor óssea pode exigir anti-inflamatórios não esteróides (AINE). As deformidades ósseas podem exigir tratamentos cirúrgicos.

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13 - jan

Hospitais Geriátricos – Novos conceitos

Categoria(s): Enfermagem, Farmacologia e Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Gerontologia, Gerontotecnologia, Programa de saúde pública

Editorial

Como mostrou a pesquisa realizada na cidade de São Paulo, os idosos utilizam os serviços hospitalares de maneira mais intensiva que os demais grupos etários, seja pela maior duração média de suas internações, seja pela maior freqüência de reinternações a que estão sujeitos.

Enquanto 4,2% dos adultos (15 a 59 anos) foi hospitalizada uma vez durante o ano, em 1981, a proporção quase quadruplicou dentre os maiores de 70 anos. Ainda naquele ano, enquanto 5,8% dos adultos foram reinternados três vezes ou mais, a proporção quase triplicava entre os idosos. Se entre adultos as internações com duração igual ou superior a uma semana representaram menos de um quarto do total, dentre idosos elas representaram mais da metade. O número de leitos oferecidos à população no Brasil, no entanto, foi reduzido de 4,3 para 3,2/1.000 habitantes entre 1980 e 1996.

Estes aspectos mostram que devemos nos preocuparmos em criar uma estrutura hospitalar própria para atendimento aos idosos, desde a recepção (ambulatórios, unidades de pronto atendimento e pronto socorro) diferenciada, assim como unidades de terapias específicas e enfermarias especializadas. As equipes que prestarão o atendimentos deve ser multidisciplinar e integrada. As equipes atuais, geralmente constam apenas enfermeiras, nutricionistas e médicos. Eventualmente, quando solicitados, terapêutas laborais, fisioterapêutas, psicólogos, assistentes sociais e dentistas.

Nos hospitais atuais a iatrogenia adquire, sem dúvida, maior importância nos indivíduos idosos e diversos fatores podem ser considerados como responsáveis, em maior ou menor grau, por essa maior sensibilidade do idoso. Assim, as modificações determinadas pelo envelhecimento, a pluripatologia, a maior freqüência de procedimentos diagnósticos, a utilização freqüente de medicamentos inclusive associados, as alterações na farmacocinética e farmacodinâmica das drogas, o emprego cada vez maior de métodos terapêuticos mais agressivos e sofisticados, são as principais razões do aumento da incidência de iatrogenia no paciente idoso.

Segundo estudo de Carvalho-Filho e colaboradores uma ou mais complicações iatrogênicas ocorreram em 43,7% pacientes; 17,9% relacionadas aos procedimentos diagnósticos; 58,9% relacionadas às medidas terapêuticas, sendo 32,1% referentes à terapêutica farmacológica e 26,8% a outros procedimentos terapêuticos; 23,2% das manifestações iatrogênicas não se relacionaram diretamente às afecções que originou a internação como: úlceras de decúbito, quedas e fraturas.

Os hospitais constituem um dos melhores, se não o melhor local, para “estudar” e assistir o idoso como um todo, fazendo-se um planejamento de atenção médica que sendo seguido evitará reinternações as internações prolongadas e as iatrogenias. Por tanto, os hospitais devem modificar não só a sua planta física, como também a equipe de atendimento, para atender esta nova realidade.

Referência:

CARVALHO-FILHO, Eurico T., SAPORETTI, Luís, SOUZA, Maria Alice R. et al. Iatrogenia em pacientes idosos hospitalizados. Revista Saúde Pública, fev. 1998, vol.32, no.1, p.36-42

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