08 - jan
  

Suporte familiar ao idoso

Categoria(s): Gerontologia, Programa de saúde pública




Ponto de vista

O envelhecimento populacional pode passar a representar mais um problema que uma conquista da sociedade, na medida em que os anos de vida ganhos não sejam vividos em condições de independência e saúde. Isto geralmente implica em custos elevados para o sistema de saúde.

À medida em que a população envelhece aumenta a demanda por instituições de longa permanência para idosos.

Os principais motivos para a institucionalização e longa permanência são as dependências causadas pela doença de Alzheimer e outras condições como osteoartrite, cardiopatias e pneumopatias avançadas.

Nos Estados Unidos, cerca de 5% dos idosos (25% das mulheres acima de 85 anos) residem em “nursing homes”, asilos que oferecem serviços de saúde, lazer e assistência social.

Na Inglaterra, a freqüência de institucionalização é minimizada através do atendimento em hospitais-dia que, embora ofereçam assistência multidisciplinar à saúde, principalmente na área de reabilitação, se prestam em grande parte a “aliviar” o trabalho extra dos familiares de pacientes dependentes. O oferecimento de suporte domiciliar, mencionado anteriormente, é gratuito e permite prolongar o período vivido na comunidade.

Inquérito domiciliar realizado em São Paulo mostrou proporção crescente, de acordo com o aumento da idade, de indivíduos que necessitavam de auxílio para realização de atividades da vida diária (AVDs) tais como transferir-se da cama para o sofá, vestir-se, alimentar-se ou cuidar da própria higiene. Se dos 65 aos 69 anos 54% dos indivíduos não necessitavam de auxílio para realizar tarefas, a partir dos 80 anos apenas 15% dos entrevistados não necessitavam de algum auxílio, enquanto 28% possuíam grau de incapacidade tal que requeriam cuidados pessoais em tempo integral.

Nos EUA, Inglaterra e Japão existem programas estatais de suporte domiciliar (incluindo o fornecimento de refeições prontas e auxílio para realização de AVDs ou para modificações ambientais) visam a retardar a institucionalização e já comprovaram ser custo-efetivos.

No Brasil, o suporte informal provido pela família parece ser a base principal do apoio potencialmente oferecido ao idoso pelo tripé família-comunidade-Estado. Três dificuldades principais deverão surgir, na medida em que se consolidar a tendência de dependência dos idosos: 1) não existem políticas sociais de suporte aos cuidadores em setores como a alimentação, auxílio domiciliar, assistência médica e serviços de orientação, entre outros; 2) o tamanho das famílias no Brasil vem diminuindo devido à queda da fecundidade; se em 1960 as famílias eram constituídas em média por 5,1 indivíduos, em 1995 a média já era 3,6, uma redução de quase 30% no período; e 3) mais de metade dos idosos que residem em famílias no Brasil pertencem a domicílios cuja renda total não ultrapassa três salários-mínimos.

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1 Comentário »

  1. Maria Beatriz comenta:

    15 fevereiro, 2011 @ 3:54 AM

    Bom dia,

    Sou Beatriz, sou solteira, filha única, 36 anos, auxiliar de enfermagem. Tenho dificuldade de concentração no meu emprego, não estou conseguindo também frequentar um curso técnico que estou matriculada. Não estou conseguindo me cuidar adequadamente. Minha saúde física e esgotamento mental vem prejudicando meu desempenho principalmente no trabalho profissional. Graças a Deus consegui um emprego na minha área de atuação que não lida diretamente com o paciente. Mas mesmo assim, sinto-me frustrada em saber que um dia eu tinha a capacidade de cuidar de tantos pacientes graves com agilidade, prontidão e rapidez apesar do ambiente estressante hospitalar. Trabalhei num hospital de grande porte em são paulo, na unidade de pediatria por dez anos. Nesse serviço pude ser reconhecida pelo meu desempenho, superei muitas dificuldades de início de carreira, próprios da profissão.

    A minha memória está ficando debilitada. Esqueço de nomes de pessoas facilmente. As vezes preciso pedir para as pessoas repetir o que elas precisam falar para mim. Insonia ,irritabilidade e depressão acompanham-me. Ainda bem que tenho muitos amigos e pessoas queridas que me confortam sempre. Eu quero me cuidar e não consigo. Preciso de encontrar um dia para me organizar e reorientar a minha vida.

    Tenho uma preocupação excessiva pela situação do meu pai. Ele tem 76 anos, aposentado da policia civil. Possui depressão severa. com alteração de humor com as pessoas da família. Viuvo. Diabético, Hipertenso e já foi tratado com uma retirada de um tumor de prostata em 2001. Ele ficou revoltado com a morte da minha mãe. Ele não aceitou a minha presença e me rejeitou, chegando a me expulsar de casa em outubro 2010, quando inclusive perdi o emprego em que estava trabalhando. (eu não conseguia trabalhar bem… eu tinha muita irritabilidade e passei mal no horário de serviço, meu corpo não conseguia responder direito.) Hoje eu trabalho num hospital na parte de labotarório.

    Antigamente eu conseguia dirigir bem, hoje eu não consigo pegar no carro. Só sei que meu pai não aceita morar comigo, ele fala que a convivencia é impossível. Não aceita o meu jeito, fala que eu tenho a cabeça fora do lugar por que eu não faço as coisas de casa do jeito que ele quer. Fica controlando o meu caminhar, se entro ou saio do banheiro, se eu abro a janela ou fecho. Não consigo estudar dentro de casa. O tédio e o silêncio sem vida me incomoda o tempo todo… estou chorando… Ele nunca aceitou que eu trouxesse amizades em casa, não aceitou que eu procurasse um relacionamento afetivo. Eu cheguei a namorar um rapaz que gostava dos meus pais, mesmo assim do jeito deles, teve um dia que esse rapaz acompanhou meus pais no hospital, quando minha mãe precisou de ir no pronto socorro. Eu convidei um dia esse rapaz para passar o feriado de final de ano em casa. Por que nós não tinhamos condições fiannceiras de viajar. Foram os últimos dias de namoro. Eu vi que esse moço não ia ser feliz comigo e nem com a minha família. Desisti dele para não contrariar meu pai e nem minha mãe.

    Eu morei com o meu pai e minha mãe até o meus trinta e três anos. Periodos de boa convivência e períodos de convivência dificil. Meu pai e minha mãe viviam sempre discutindo. Minha mãe sofreu muito por que só lavava, passava e cozinhava pra ele. Eu trabalhava, fazia faculdade e estudava muito, não tinha tempo de ficar em casa para fazer os serviços. Sobrecarregava para ela. Isso doia meu coração. Então eu comecei a chamar diaristas que fizessem serviços de limpeza em casa. Deu certo. Depois eu decidi morar com uma amiga de quase vinte anos, acompanhou minha trajetoria de vida. Me ajudou muito emocionalmente me deu muito apoio. E até hoje eu vivo com ela. Ela tem 56 anos.

    Depois da morte da minha maezinha. Eu nem consegui sentir se ela morreu ou não.

    Eu fico muito preocupada com meu pai, quero ajudar ele. As comidas que eu faço ele rejeita e joga fora e preferia buscar fora no bar da esquina. Agora está ficando debilitado. Eu fico de um lado para o outro o tempo todo. Vou visitar ele tres vezes por semana. Ele está precisando de ajuda também. Mas não quer. Falei para o médico dele que até me disse que não adianta eu querer ajudar se ele não quer ajuda. Ele toma os remédios aleatoriamente. Mora num apartamento de escada sem elevador, anda com dificuldade e dirige. MEU DEUS….

    amigos vocês podem me orientar por onde começar…

    Um abraço Beatriz

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