Arquivo de 1/jan/2007





01 - jan

Ansiedade nos idosos

Categoria(s): Psicologia geriátrica

Resenha

Todo idoso parece ser ansioso. A ansiedade é um sentimento, de certa forma, útil. A ansiedade é uma sensação de alerta, que permite ao indivíduo ficar atento a um perigo eminente e tomar as medidas necessárias para lidar com a ameaça. Sem ela estaríamos vulneráveis aos perigos.

A ansiedade normal é uma sensação difusa, desagradável, de apreensão, acompanhada de várias sensações físicas: mal estar epigástrico, dor pre-cordial, taquicardia, sudorese, dor de cabeça, tosse sêca, azia, ansia de vômito, vontade de urinar, etc. O desconforto aumenta com o sentimento de vergonha: “meu nervosísmo não me deixa realizar as tarefas”, “sou um fracasso”.

A representação cerebral cerebral da ansiedade pode ser estudada com medições objetivas que comparam a função cerebral de pessoas normais e as pessoas sob efeito da ansiedade. É possível que algumas pessoas sejam mais propensas ao desenvolvimento da ansiedade outras, com base numa predisposição biológica. Os principais neurotransmissores envolvidos na ansiedade são: noradrenalina, o ácido gama-amino-butírico (GABA) e a serotonina.

Em muitos casos a ansiedade de “defesa” passa para ansiedade patológica, a chamada Transtorno de Ansiedade Generalizada, que é um quadro ansioso generalizado e persistente, não restrito a qualquer circunstância ambiental. Nestes casos, as queixas são de sentimento crônico de nervosismo, tremores, dores musclares crônicas (especialmente na região do pescoço e nuca), sudorese intensa, insônia, sensação de cabeça leve, tonturas, sintomas cardíacos, pulmonares, gastrointestinais. Um sensação bastante comum são os “pressentimentos” que algo ruim vai acontecer.

O tratamento envolve a terapia cognitivo-comportamental e habitualmente associação com farmacoterapia (benzodiazepínicos). Por ser uma doença crônica, o tratamento é a longo prazo. A psicoterapia ajuda a adesão ao tratamento, facilitando a utilização de doses menores dos ansiolíticos e a retirada da medicação. Os traços de personalidade do paciente e expectativas irreais sobre o tratamento têm influência negativa nos resultados de longo prazo.

Referências:
Knijnik L, Busnello E D’A. Estudo comparativo sobre o emprego do cloxazolam e placebo em neurose de ansiedade. J. Bras. Psiq. 1990. v.39. 209-212.

Nardi AE – Cloxazolam nos transtornos de ansiedade: questões diagnósticas e terapêuticas. Rev. Bras. Med V63. N. 6 Junho 2006 263-270.

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01 - jan

Apoptose

Categoria(s): Biogeriatria, Biologia, Dicionário

Dicionário

Apoptose (termo grego poptwsis=perda e renovação das folhas outonais), ou morte celular programada (MCP), caracteriza-se, biologicamente, por fragmentação cromossomial do DNA, associado a uma série de anormalidades de expressão genética, descrita inicialmente por Kerr e col, em 1972.

Eventos bioquímicos e moleculares são dependentes de energia e, ao contrário da morte celular “acidental” (ou necrose), ocorrem de forma programada. Apoptose, também, pode ser diferenciada de necrose por alterações típicas celulares, como redução de volume celular e condensação da cromatina nuclear, além de pequenas formações bolhosas na membrana celular.

Uma diferenciação importante é que a necrose costuma ocorrer em áreas extensas, enquanto apoptose pode ocorrer numa única célula ou, seqüencialmente, num grupo de células.

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Referência:

Kerr, JFR, Wyllie AH, Currie AH – Apoptosis: a basic biological phenomenon with wide-ranging implications in tissue kinetics. Br J Cancer, London, 26(2) 239-257,1972.
Haendchen RV – Apoptose Miocárdica. Um Novo Mecanismo de Morte Celular. Arq. Bras. Cardiol 70(1):65-68,1998.

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