Arquivo de Dezembro, 2006

26
Dez

 Síndrome de má absorção

Categoria(s): Gastrogeriatria, Nutrição

Resenha

Um bom estado nutricional depende de uma boa ingestão de alimentos e sua degradação. Para a transferência meio interno, isto é a absorção. Se uma pessoa tiver um quadro clínico com perda de massa corpórea existe há hipótese de uma disfunção digestiva.

Com uma anamnese mais detalhada observando, alguns sinais como características da evacuação, freqüência, volume, aspecto e com alguns exames fisícos para identificar carência nutricional.

Alguns exames laboratoriais também ajuda a detectar a possível disfunção.
a) Coprologia funcional- avalia perda de gordura e proteína
b) Dosagem quantitativa de gordura fecal.
c) Teste de absorção da D- Xilose- a absorção deste açúcar depende da integridade da parede do intestino delgado.

Causas que pode levar a síndrome de má absorção:

a) Gastrectomia- o alimento entra quase que diretamente no intestino delgado não absorvendo todos os nutrientes.

b) Supercrescimento bacteriano- redução do teor ácido, aumento do crescimento de bactérias.

c) Fístulas gastroentéricas- os nutrientes atingem segmentos distais do trato intestinal escapando a ação das enzimas.

d) Insuficiente chegada de bile e sais biliares ao duodeno é incompatível com a digestão de lipídios, tal fato poderá ocorrer por deficiência da sua síntese, excreção ou perda intestinal aumentada.

e) Afecções crônicas do pâncreas que levam a redução funcional endócrina e exócrina desta glândula.

Intestino Delgado
f) As doenças do intestino delgado que ocorrem reduz a área de absorção, além de defeitos bioquímicos ou do transporte transmural dos nutrientes.

e) Tratamento na dieta a retirada de farináceos e isenta de glúten. Do ponto de vista médico, introduz- se a corticoterapia.

Apesar de resposta terapêutica por vezes curativas, algumas patologias só se resolve através de atos cirúrgicos em decorrência de fístulas, estenoses e mais raramente as perfurações intestinais.

Veja Também:
Síndrome de má absorção
Síndrome da alça curta
Síndrome de Hutchinson-Gilford
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Síndrome de Caplan
Síndrome hepatorrenal

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25
Dez

 Síndrome da alça curta

Categoria(s): Gastrogeriatria, Nutrição

Resenha

Após ressecção (retirada) cirúrgica de parte do intestino, o pedaço remanescente sofre alterações, tanto estruturais quanto funcionais que aumentam a absorção de nutrientes e fluidos. As alterações estruturais (hiperplasia das células dos vilos e maior profundidade das criptas) começam alguns dias após a ressecção e resultam em aumento da área de superfície mucosa. A adaptação funcional (maior atividade enzimática da borda em escova e diminuição da motilidade gastrointestinal) também promove absorção de fluidos e nutrientes após a ressecção.

Após grandes ressecções do intestino delgado ocorre prejuízo da absorção da maioria dos nutrientes (achados clínicos ou bioquímicos característicos ). A ingestão dietética inadequada e a perda de micronutrientes nas fezes contribuem para o desenvolvimento de deficiências de vitaminas e minerais.

Pacientes com jejunostomias terminais ou ileostomias proximais são os mais difíceis de controlar devido à desidratação recorrente e a deficiência de eletrólitos e cations bivalentes (Cálcio, Magnésio, Zinco ).

Particularmente problemática é a deficiência de Magnésio. Enquanto o Cálcio e o Zinco podem ser administrados por via oral quando existe superfície absortiva adequada, o Magnésio não pode porque induz diarréia. Em algumas situações o Magnésio tem que ser aplicado via parenteral.

A má absorção de macronutrientes (carboidratos,gorduras,proteínas)pode provocar perda de peso severa e desnutrição.

A maioria das vitaminas hidrossolúveis é absorvida no jejuno proximal. Com exceção da vitamina B12 e folato, deficiências de vitaminas hidrossolúveis raramente são observadas. A vitamina B12 é absorvida pelo íleo terminal após sua ligação com fator intínseco. Quando mais de 60 cm do íleo foi ressecado, injeções mensais de vitamina B12 são necessárias por tempo indefinido.

Deficiências de elementos-traço como Zinco, Cobre, Selênio, Ferro, Cromo e Molibdênio também podem ocorrer. Suplementos orais de vitaminas e minerais geralmente previnem ou corrigem as deficiências. O Zinco pode constituir uma exceção, uma vez que as perdas de Zinco podem ser enormes nas fezes, aspirados nasogástricos e drenagem de fístulas, e a reposição intravenosa algumas vezes é necessária para restabelecer o balanço positivo de Zinco.

Os níveis séricos de Zinco podem estar baixos devido à diminuição da albumina sérica, ou a uma maior ligação de Zinco à proteína, e não necessariamente refletir deficiência de Zinco.
Pacientes com ressecções extensivas do intestino delgado também apresentam redução de dissacaridases, mais comumente lactase. Isso pode resultar em intolerância à lactose.

Referência:
SHILS, Maurice E., OLSON James A., SHIKE Moshe, ROSS Catharine A. – Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença. São Paulo: Ed 1, Manole, 2003

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24
Dez

 A mídia e a área da saúde

Categoria(s): Gerontologia, Sociologia

Opinião

O perfil atual da maioria dos pacientes acompanha os ditames da mídea, e evolução da própria sociedade, tornando-se cada vez mais interativo e questionador. Os pacientes já não aceitam mais sair com uma simples prescrição de receita médica, indicando o medicamento a ser tomado e como deve ser tomado. Quer saber mais, para que serve os medicamentos e quais mudanças de atitude ajudariam na sua recuperação da saúde. Buscam na internet respostas para as suas perguntas. Cabe aos profissionais da área da saúde esclarecer de forma concistente aos questionamento do paciente, e não deixa-lo a merce de informações nem sempre completas e objetivas para o caso.

Quando o profissional de saúde, ao qual o paciente está diretamente ligado, não corresponde aos seus anseios, geralmente tentará encontrar respaldo em um profissional que tem como função primordial de fazer o elo entre o médico e o paciente: o farmacêutico. Freqüentemente o paciente utiliza-se do farmacêutico comentando e questionando sobre a prescrição médica, seus efeitos e/ou resultados que vem sentindo ao longo do tratamento. Dai, ser importante a boa formação científica e ética deste profissional.

Atualmente, são cada vez mais comuns as oportunidades para divulgar e comercializar os mais variados produtos na área médica, como complexos vitamínicos, aminoácidos, minerais, hormônios, fitoterápicos. Nem todos com eficária comprovada.
Observa-se uma forte tendência de consumo de qualquer coisa que esteja relacionado com a menor possibilidade de tornar o ser humano jovem, bonito e saudável. Ocorre um excesso de informação e pouca educação.

Os farmacêuticos e os demais profissionais da área da saúde deve alertar as pessoas sobre os prejuízos da polifarmácia, ou seja excesso de medicamentos, pois, esta constitui a terceira causa de morte nos hospitais americanos.

Os conselhos de medicina tem normas rígidas sobre as “propagandas médicas”, que são válidas para os seus membros (os médicos), mas não tem nenhum valor prático e legal para o pessoal leigo, que dirá sobre alguns produtos ditos alimentos como complexos vitamínicos. A Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) tem o papel legal de liberar e fiscalizar tudo que envolve a saúde, sobretudo os medicamentos. Em caso de dúvidas, o paciente ou os profissionais dá área da saúde devem entrar em contato com a ANVISA, para a obtenção de informações sobre o produto, seu fabricante ou importador.

Veja Também:
Depressão: Diagnóstico difícil?
Osteoporose
Estudantes da área da saúde e a morte
Desaferentação
Plaquetose
Humanizando os atendimentos hospitalares

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23
Dez

 Insuficiência cardíaca

Categoria(s): Cardiogeriatria, DNT, Emergências

Editorial

Devido à alta prevalência das doenças cardiocirculatórias, a insuficiência cardíaca é uma condição clínica freqüente que apresenta elevado grau de morbidade e mortalidade. Ela acomete 1,5% a 2,0% da população geral, porém sua prevalência aumenta progressivamente com a idade, atingindo aproximadamente 10% dos indivíduos com mais de 65 anos de idade. No Brasil, o número de pacientes portadores de insuficiência cardíaca chega a dois milhões, com incidência anual de 240 mil novos casos.

Como conseqüência, as internações hospitalares devido à insuficiência cardíaca têm aumentado progressivamente nos últimos anos, sendo responsável por 3,68% de todas as internações, em 1997, e por 36,9% das doenças do aparelho cardiocirculatório, tendo custado ao Sistema Único de Saúde (SUS) cerca de 150 milhões de reais.

Ultimamente tem sido chamada a atenção para o elevado número de indivíduos portadores de comprometimento assintomático da função cardíaca candidatos a desenvolver sintomas nos próximos cinco anos.

A insuficiência cardíaca é classicamente definida como a incapacidade do coração para bombear a quantidade de sangue necessária para suprir as necessidades do organismo.

Em idosos a causa mais freqüente de insuficiência cardíaca é a doença coronária, que muitas vezes não é evidente. Estudos baseados em necrópsia evidenciaram que entre os 75 e 80 anos de idade há alterações coronárias significativas em 40% a 45% dos indivíduos. Muitas vezes com insuficiência cardíaca e a primeira manifestação do infarto do miocárdio.

Estudos anatomopatológicos em indivíduos muito idosos, que faleceram de insuficiência cardíaca congestiva, têm evidenciado que alguns desses pacientes não apresentavam doença orgânica cardíaca evidente, sugerindo que, nesses casos, a responsável seria a cardiopatia senil.

Como no idoso é freqüente a associação de doenças, o paciente pode apresentar processos que determinem desencadeamento ou agravamento das manifestações congestivas, como as insuficiências respiratória, hepática e renal, a anemia, o hipertireoidismo, e um fator sempre esquecido, a polifarmácia, o seja, uso de inúmeros medicamentos.

Referência:
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Heart Failure Online

Veja Também:
Insuficiência cardíaca congestiva na mulher idosa
Estudo de caso - Insuficiência mitral
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Insuficiência cardíaca - Prognóstico
Insuficiência cardíaca diastólica

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22
Dez

 Maturidade

Categoria(s): Gerontologia, Psicogeriatria

Conceitos

Colaboradora : Talita Gameiro Ribeiro

De acordo com a psicologia do desenvolvimento, a maturidade é um momento de culminância biológica, psicológica ou social do ciclo vital, em que o indivíduo exibe as estruturas ou os comportamentos esperados para a sua idade.

Termos correlatos como, imaturidade, imaturo e maduro, são muito aplicados aos idosos independente de serem homens ou mulheres, pobres ou ricos, educados ou analfabetos, mais ou menos valorizados, o termo maturidade pode significar tanto a adequação quanto uma inadequação social, onde a atribuição de valores sociais não dependem apenas de critérios etários, mas também de outros indicadores sociais

Relaciona-se principalmente com três sentidos: primeiro, o cumprimento de normas etárias de que o grupo dispõe para o adulto de meia-idade e o idoso; segundo, o alcance de uma qualidade ou virtude do ego pelo adulto de meia-idade e o idoso; terceiro, o indicador de saúde mental positiva na meia-idade e na velhice.

Correlaciona-se com a maturidade, sendo uma sucessão de mudanças onde o fator culminante é um patamar no desenvolvimento, indicado pela presença de papéis sociais e de comportamentos que um determinado grupo social considera apropriados para esse adulto mais velho.

A Sabedoria está totalmente ligada á maturidade, pois é a qualidade que melhor exemplifica o seu significado como virtude. Emerge na meia-idade e na velhice, como resultado da resolução do conflito entre a criatividade e a inércia.

Adultos mais velhos e idosos apresentam padrões de comportamento sábio graças à sua capacidade de lembrar de fatos e procedimentos; fazer novas associações; aventar hipóteses explicativas; análises éticas e morais; e conselhos baseados em sua experiência acumulada, ou seja, exercendo os princípios da maturidade.

“A beleza física não se perde, se transforma. Uma pessoa madura pode ser tão bonita quanto um jovem. É mais tranqüila, mais harmoniosa, mais natural. A vida é feita de perdas e ganhos. E depende muito da gente sair da postura de vítima. A vida me fez isto, fulano me sacaneou, o outro me explorou, me passou para trás, os filhos saíram de casa, o marido abandonou. Me parece que esta é uma posição infantil e muito fácil. Mas afinal, o que cada um está fazendo para sair desta posição?”

Lya Luft - Perdas e Ganhos
A fase da maturidade é de autovalorização, é uma fase de percepção e reconhecimento interior. A gente sente-se maduro independente da idade, nas atitudes, ações e afirmações. As outras pessoas percebem que a gente está maduro antes mesmo que nós. Nem todo idoso atinge a maturidade, mas é mais fácil conviver com a velhice saudável quando se atinge a maturidade.

Referência: Lya Luft

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Dor lombar - Espondilite Anquilosante

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