Arquivo de 23/dez/2006





23 - dez

Insuficiência cardíaca congestiva

Categoria(s): Cardiogeriatria, DNT, Emergências

Editorial

Devido a alta prevalência das doenças cardiocirculatórias, a insuficiência cardíaca é uma condição clínica freqüente que apresenta elevado grau de morbidade e mortalidade. Ela acomete 1,5% a 2,0% da população geral, porém sua prevalência aumenta progressivamente com a idade, atingindo aproximadamente 10% dos indivíduos com mais de 65 anos de idade. No Brasil, o número de pacientes portadores de insuficiência cardíaca chega a dois milhões, com incidência anual de 240 mil novos casos.

Como conseqüência, as internações hospitalares devido a insuficiência cardíaca têm aumentado progressivamente nos últimos anos, sendo responsável por 3,68% de todas as internações, em 1997, e por 36,9% das doenças do aparelho cardiocirculatório, tendo custado ao Sistema Único de Saúde (SUS) cerca de 150 milhões de reais.

Ultimamente tem sido chamada a atenção para o elevado número de indivíduos portadores de comprometimento assintomático da função cardíaca candidatos a desenvolver sintomas nos próximos cinco anos.

A insuficiência cardíaca é classicamente definida como a incapacidade do coração para bombear a quantidade de sangue necessária para suprir as necessidades do organismo.

Em idosos a causa mais freqüente de insuficiência cardíaca é a doença coronária, que muitas vezes não é evidente. Estudos baseados em necrópsia evidenciaram que entre os 75 e 80 anos de idade há alterações coronárias significativas em 40% a 45% dos indivíduos. Muitas vezes com insuficiência cardíaca e a primeira manifestação do infarto do miocárdio.

Estudos anatomopatológicos em indivíduos muito idosos, que faleceram de insuficiência cardíaca congestiva, têm evidenciado que alguns desses pacientes não apresentavam doença orgânica cardíaca evidente, sugerindo que, nesses casos, a responsável seria a cardiopatia senil.

Como no idoso é freqüente a associação de doenças, o paciente pode apresentar processos que determinem desencadeamento ou agravamento das manifestações congestivas, como as insuficiências respiratória, hepática e renal, a anemia, o hipertireoidismo, e um fator sempre esquecido, a polifarmácia, o seja, uso de inúmeros medicamentos.

Referência:
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Heart Failure Online

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