Arquivo de 18/dez/2006





18 - dez

Insônia nos idosos – Papel da melatonina

Categoria(s): Medicina ortomolecular, Neurologia geriátrica, Saúde Geriátrica

Resenha

Idosos reclamam da qualidade do sono ou de Insônia, porém , pode ser que durmam com facilidade quando não deveriam, durante o dia, assistindo televisão, etc.
A melatonina (N-acetil-5-metoxitriptamina) é uma substância classificada como neuro-hormônio produzido pelas células da pineal. Sua síntese dá-se a partir do aminoácido triptofano, que se transforma em serotonina (neurotransmissor e modulador), e em seguida na melatonina.

Sua função principal é a de regular do sono. É produzida no momento em que fechamos os olhos e, na presença da luz, uma mensagem neuroendócrina é enviada, bloqueando a sua produção.

A melatonina também pode ser secretada causando sonolência e relaxamento quando se faz uma refeição rica em triptofano, porque a serotonina resultante também é indutora do sono.

A redução da disponibilidade de triptofano no cérebro pode interferir na qualidade do sono, e esta ocorre quando outros aminoácidos competem com ele pelo transporte através da barreira hematoencefálica. Por tanto, após alimentação rica em proteínas, ocorre diminuição do transporte do triptofano ao cérebro e conseqüente insônia. O efeito indutor de sono que surge após alimentação rica em carboidratos é devido ao decréscimo nos níveis plasmáticos de aminoácidos, uma vez que os carboidratos estimulam a liberação , e a insulina causa remoção de aminoácidos do plasma e captação pelos músculos.
A melatonina influencia processos fisiológicos, tais como a reprodução, a regulação imune e o envelhecimento.

A produção da adrenalina e do cortisol induzem a formação de uma enzima a Triptofanopirolase que destrói o Triptofano e com isso nem Melatonina e nem Serotonina é fabricada. Pode gerar compulsão ao hidrato de carbono, aumento do peso e depressão.

Papel imunológico

A melatonina apresenta seu pico máximo de produção em torno dos 3 anos de idade e declina de forma importante entre os 60 e 70 anos. Em conseqüência desta redução ocorrem, além das desordens do sono, declínio imunológico, alteração no humor, tendência a desenvolver depressão emocional e diminuição da capacidade de neutralizar radicais livres.

As pesquisas atuais tem sugerido haver uma importante relação entre a melatonina, alguns hormônios (estrógenos, testosterona, DHEA, pregnenolona e hormônio do crescimento) e o Sistema Imunológico.

A Melatonina vem se destacando como um agente de manutenção da harmonia e do funcionamento do Sistema Imunológico. Estes fatos levaram alguns autores a incluí-la nos chamados “hormônios anti-envelhecimento”.

Referência:

Coomes MW – Metabolísmo de aminoácidos. In Devlin TM. Manual de Bioquímica com correlações clínicas. Editora Edgard Blücher São Paulo 2003.(Tradução Michelacci YM)

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