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A mulher do século XXI - Osteoporose e TRH

Categoria(s): DNT, Demografia, Reumatogeriatria


Editorial

A mulher do século XXI viverá metade de sua vida no período de pós-menopausa, ao contrário do que ocorreu até o final do século XX, onde a expectativa de vida das mulheres era de 65 anos e a menopausa ocorria na quarta década de vida, ou seja, a mulher vivia dois terços de sua vida sob a influência dos hormônios femininos.

No final do século passado e no início deste, temos sentido a importância desta mudança de expectativa de vida das mulheres e a sua permanência por muitos anos na fase de pós-menopausa. O que motivou muitos estudos e discussões a respeito da terapia de reposição hormonal.

Atualmente, no Brasil, existem 36 milhões de idosos e, as mulheres representam 54% da população idosa e ativa. O seu maior flagelo é a osteoporose, presente em 25% a 30% da população feminina caucasóide. As fraturas osteoporóticas são o ponto final de uma clínica pautada pelas dores, restrições físicas laborativas, diminuição das atividades sociais e invalidez.

Somente as visitas preventivas ao ginecologista e geriatra, à realização anual de medidas da massa óssea, à suspensão de fatores de risco mutáveis (cigarro, bebidas alcoólicas e sedentarismo), controle de uma dieta balanceada onde a presença de cálcio é indispensável, a correção do peso corporal e boa postura, serão os aliados desta nova mulher.

Na atualidade, dispomos, de uma grande variedade de hormônios que, ao lado da multiplicidade de situações clínicas existentes, nos obrigam a individualizar o tratamento de reposição hormonal (TRH) para cada paciente, sob a pena de não conseguirmos os objetivos considerados.

Os estrogênios são utilizados, em TRH, nas doses capazes de manter níveis plasmáticos suficientes para aliviar os sintomas vasomotores (fogachos), reverter a atrofia urogenital, prevenir a osteoporose e promover cardioproteção.

Os efeitos dos progestogênios dependem de sua natureza, da dose de administração e do tempo de uso. A adição destes hormônios, em terapêutica de reposição hormonal, tem indicação na redução da incidência de hiperplasia e do carcinoma de endométrio.

Não podemos nos esquecer que a população de mulheres com idade entre 45 e 64 anos é mais de 13,5 milhões segundo o CENSO de 2000, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Referência:

Climatério - Manual de Orientação - FEBRASCO 1995.

Celestino CA, Aversari FRV - Marcadores Bioquímicos do metabolísmo ósseo. In: Pinotti JA, Fonseca AM, Bagnoli VR - Tratado de Ginecologia Universidade de São Paulo. Cap 53.

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2 Comentários »

  1. rita comenta:

    21 Março, 2007 @ 09:17

    ótimo artigo.

  2. lion comenta:

    13 Maio, 2008 @ 16:23

    queria saber como ela concilia a casa e o trabalho

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