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Dez
05
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Idosos chefes de famÃlia
Categoria(s): Conceitos, Demografia, Gerontologia |
Editorial
Estudo divulgado pelo IBGE, feito a partir dos censos de 1991 e de 2000, mostra que na década passada aumentou em 47,5% o número de idosos chefes de famÃlia, sendo 4,3 milhões em 1991 e 6,4 milhões em 2000. Ao lado disto observou-se um aumento de 60,8% o número de chefes de famÃlia com mais de 65 anos que conviviam no mesmo domicÃlio com netos ou bisnetos. No inÃcio da década passada, essa população era estimada em 688 mil pessoas. No final do perÃodo, chegou a 1,1 milhão.
Estes dados mostram a dependência cada dia maior das famÃlias pelos seus idosos. Os jovens estão tendo, cada vez mais, dificuldades para ingressar no mercado de trabalho e, conseguir o seu próprio sustento.
As aposentadorias e pensões, pagas pela Previdência Social, acabam atendendo não só aos mais velhos, como também aos seus familiares. E a maioria recebe benefÃcios de um salário mÃnimo. É pouco, mas é com esse dinheiro que muitas famÃlias resistem à pobreza e sobrevivem. E, nesses casos, os idosos são fatores de equilÃbrio social e, não, ônus.
Em Campinas (SP), por exemplo, os idosos representam 8,6% de uma população de quase 1 milhão de pessoas. Desses, 30% são pobres, 54% têm baixo grau de escolaridade e 12% não sabem ler nem escrever. Em outras palavras, 66% dos idosos que vivem na cidade dificilmente seriam absorvidos pelo mercado de trabalho formal em virtude da baixa qualificação.
Estes fatos, evidenciam a necessidade de se procurar com urgência uma polÃtica social, adequada à s futuras gerações, que não priorize as parcas benemerências do governo.
Referência:
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Monica comenta:
4 Dezembro, 2006 @ 18:07
Concordo plenamente, o que observamos nos dias de hoje é a presença de um grande número de idosos, trabalhando para sustentar a famÃlia, no caso os filhos, netos, com um salário baixo e uma carga horária normal ou mesmo elevada.Outros idosos aposentados também trabalhando para o seu sustento.Uma mão de obra barata,sem estudo,tratada sem dignidade,sem respeito.O que fazer para melhorar a crise que já existe na previdência?A vida de uma famÃlia em que o patriarca ou a matriarca já contribuiram tanto no decorre da vida?Perguntas e respostas que podem fazer a diferença no mundo.