Arquivo de Novembro, 2006

25
Nov

 Cefaléia nos idosos

Categoria(s): Neurogeriatria

Resenha

EnxaquecaUm dos principais motivos de procura por consultas, a cefaléia, atinge indistintamente a todas as pessoas de todas as idades e pode ser tanto uma doença como um sintoma.

Como a dor de cabeça muitas vezes é evidente, freqüentemente ela é parte de alguma doença que não está se manifestando.O histórico dessa dor deve ser o principal fator a ser analisado.

O que acontece muito com os idosos é que as pessoas tomam analgésicos para qualquer dor de cabeça e o diagnóstico acaba sendo postergado, o que pode resultar num agravamento da saúde.

Há três tipos de cefaléias. A primária que é mais conhecida como enxaqueca, que pode ocorrer por problemas vasculares ou espasmos, a tensional que atinge a musculatura da nuca e como conseqüência provoca forte dor (mais comuns em pessoas até 40 anos) e a associada a um efeito colateral de remédios.

Entre os remédios que provocam cefaléia como efeito colateral estão os de pressão, antidepressivos, antiinflamatórios, para problemas digestivos e os remédios específicos para mulheres como hormônios e anticoncepcionais.

Além dos remédios as cefaléias podem ser provocadas por: dor de dente, má articulação da boca, glaucoma, vista cansada, sinusite, inflamação de ouvido, dor no nervo trigêmeo, hematoma subdural (quando a pessoa bate a cabeça e acontece um traumatismo craniano, sangra e junta líquido na cabeça que comprime as estruturas cerebrais e provoca a dor) entre outras doenças.

Referência:

Sociedade Brasileira de Cefaléia

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Veja Também:
Cefaléia Tensional nos idosos
Estudo de caso - Cefaléia súbita
Idosos chefes de família
Estudo de caso - Cefaléia tensional
Quedas nos idosos
População de Dependentes e o Bônus Demográfico

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24
Nov

 Invalidez e os exercícios físicos

Categoria(s): Gerontologia

Resenha
Estudos epidemiológicos mostram que 4% dos idosos com mais de 65 anos apresentam incapacidade acentuada e alto grau de dependência 13% dos que tem entre 65 e 74 anos e 25% dos que estão entre 75 e 84 anos, apresentam incapacidade moderada, enquanto na faixa acima dos 85 anos, quanto a sensibilidades incapacidade moderada sobe para 46% (1).São as perdas do domínio cognitivo e as disfunções físicas que contribuem para a maior redução da independência do idoso, limitando suas possibilidades de viver confortável e satisfatoriamente além de restringir sua sociedade.
Invalidez O declínio fisiológico da função motora do idoso constitui um dos fatores mais significativos da dependência funcional, que pode ser justificada por vários fatores tais como: doenças incapacitantes; estado afetivo e vivências negativas; escassez ou inadequação e ajuda física ou psicológica; estado de desamparo; desmotivação; falta de adaptação ambiental para melhor segurança; práticas terapêuticas inadequadas, inatividade e a deteriorização geral (2).A participação em atividades físicas regulares e moderadas pode retardar declínios funcionais. Pode reduzir o início de doenças crônicas tanto em idosos saudáveis como nos doentes crônicos. Por exemplo, uma atividade física regular e moderada reduz o risco de morte por problemas cardíacos em 20 e 25 por cento entre pessoas com doença do coração diagnosticada (3).A prática regular de atividade física beneficia variáveis fisiológicas, psicológicas e sociais. Podem ser considerados como alguns dos benefícios fisiológicos que a atividade física proporciona ao organismo: o aumento da força muscular, o aumento do fluxo sanguíneo para os músculos, o aprimoramento da flexibilidade e amplitude de movimento, a diminuição do percentual de gordura, a melhora dos aspectos neurais, a redução dos fatores que causam quedas, a redução da resistência insulina, a manutenção ou melhora da densidade corporal óssea diminuindo, assim, o risco de osteoporose, a melhora da postura, a redução de ocorrência de certos tipos de câncer.

Dentre os aspectos psicológicos que se beneficiam da AF podem ser mencionadas, a melhoria da estética corporal, a melhoria da auto-estima e auto-imagem, a melhoria da integração e socialização, a diminuição da ansiedade, a diminuição de alguns casos de depressão e a melhoria de alguns aspectos cognitivos. (4)


Referências:

1. Chaimowicz, F. Os idosos brasileiros no século XXI. Belo Horizonte :19982. Paschoal S. M. P. Epidemiologia do envelhecimento. In Papaléo, M. N. Gerontologia. São Paulo: Atheneu,19963. Merz, C. N. e Forreste, J.S. The secondary prevention of coronary heart disease. American Journal of Medicine, 102: 573-80,1997

4. Ribeiro CZ – O papel das atividades físicas orientadas na terceira idade. Monografia – Pós-graduação Sensu lato – medicina e Saúde Geriátrica Metrocamp 2006

Veja Também:
Transição epidemiológica da população brasileira
Transição epidemiológica
Artrite Reumatóide
Osteoporose
Fragilidade nos idosos
Estudo de caso - Síndrome Miastênica de Lambert-Eaton

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23
Nov

 Colesterol Bom e Colesterol Perigoso

Categoria(s): Bioquímica, Cardiogeriatria, Saúde Geriátrica

Entendendo o assunto

O colesterol, assim como seus perigos e benefícios foi descoberto através de um estudo feito com esquimós da Groenlândia. Este inimigo invisível foi constatado devido às mudanças de hábitos dos esquimós. Os que migraram para as cidades tinham mais chances de desenvolver o colesterol LDL, que é o prejudicial à saúde. Os que permaneceram, tinham boa alimentação, por comerem carne de peixe de águas muito frias, não tinham doenças como enfartos e derrames.

A partir daí, foram diagnosticados os dois tipos de colesterol existentes: o HDL, que é o colesterol bom, de alta densidade, e o LDL, que o colesterol perigoso, de baixa densidade.

Enquanto o HDL “limpa” a sujeira do organismo, o LDL se infiltra nas paredes das artérias e causa a chamada aterosclerose. O LDL pode ser um dos responsáveis pelo entupimento das artérias, infartos e derrames cerebrais.

A melhor maneira de prevenção é o controle da alimentação e a mudança do estilo de vida. A quantidade ideal no organismo de cada um dos dois tipos de colesterol deve ser inferior a 130 miligramas/decilitro para o LDL e maior que 50 miligramas/decilitro para o HDL.

Entre os alimentos “vilões” que aumentam o colesterol ruim estão as frituras, gema de ovo, queijos amarelos, maionese, chantili, chocolate, coco, requeijão e embutidos em geral. “Sobre as frituras existe uma crendice errônea de que se usar óleo de soja, de girassol, canola, fica-se livre do colesterol, o que não é verdade. Durante a fritura esses óleos saturam-se e provocam o aumento do LDL que é o colesterol ruim. Na verdade nenhuma fritura é boa para saúde”.

Já alimentos como frango sem pele, peixe sem pele e presunto magro, por exemplo, podem ser consumidos moderadamente, enquanto o leite desnatado, frutas cítricas, sucos, legumes e ricota podem ser consumidos à vontade que não prejudicam o colesterol.

Muito se fala também nas margarinas ricas em polinsaturados e leites ricos em Ômega Três, que também podem ser consumidos sem problemas.

Veja Também:
Prevenindo o colesterol alto
Entendendo o colesterol
A aterosclerose e o vinho tinto - Compostos fenólicos
Prevenção cardiovascular global
Estudo de caso - Hipoglicemiante nos diabéticos obesos
Nutrição no paciente idoso - Aspectos gerais

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22
Nov

 Teorias sobre o envelhecimento - Papel da telomerase

Categoria(s): Biogeriatria

Segundo a teoria genética todo o processo de envelhecimento, quer seja de células, órgãos e mesmo de todo o indivíduo, desde o nascimento até a morte, é programado pelos nossos genes. Nessa teoria, o tempo de vida, assim como os outros acontecimentos como, por exemplo, alterações enzimáticas, ligados a esse relógio biológico, podem ser controlados por um ou mais genes específicos contribuindo, de maneira ativa, independente, ou em associação com outros genes, para a longevidade do organismo.

Uma das mais conhecidas formulações para essa teoria foi feita por Leonard Hayflick, e sua equipe, que em 1977, demonstraram que as células somáticas têm capacidade de se dividir e se reproduzir por um número limitado de vezes, (aproximadamente 50 divisões). Este ponto denominado limite de Hayflick e, determina a morte natural da célula.

As células humanas, eucarióticas, têm cromossomos lineares e, existem dificuldades para a replicação das suas duas extremidades. Embora a fita contínua possa, teoricamente, ser sintetizada até o final de seu molde, a fita retrógrada não pode. Embora isso não seja um problema em uma única replicação, ao longo de muitos ciclos as extremidades dos cromossomos ficam encurtadas, até que se percam os genes essenciais e a célula morre.

A natureza procura impedir a perda contínua do DNA nestas extremidades dos cromossomos. Nesse local existem, então, estruturas protetoras especiais, chamadas de telômeros, que contêm milhares de repetições de uma seqüência de seis nucleotídeos, rica em guanina (TTAGGG). O tamanho dos telômeros é mantido por enzimas, chamadas de telomerases (1), que adicionam repetições de seis nucleotídeos sua extremidade.

Segundo esta teoria genética, a enzima telomerase é considerada um relógio biológico, um marcador a indicar que a senescência (envelhecimento normal) celular irá se instalar inevitavelmente, causando o envelhecimento. Genes que condicionam a produção de telomerase e/ou que codificam a sua ação reparadora têm sido exaustivamente pesquisados em vários modelos biológicos, como nas crianças portadoras da doença conhecida como progeria, e nas clonagens, como da ovelha dolli.

[1] Telomerases – complexos de ribonúcleoproteínas contendo um pequeno RNA, que servem de molde para a adição de uma nova seqüência repetitiva de seis nucleotídeos

Referência:

Cherfas J. Hayflick Licked: Telomerase Lengthens Life of Normal Human Cells. Science Watch May/june 2000

Veja Também:
O estresse e o envelhecimento
Longevidade - Fatores bioquímicos
Envelhecimento - fenômeno de Hayflick
Genética do envelhecimento - Telomerase
Genética do envelhecimento - Progeria e a divisão celular

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21
Nov

 Medicina hiperbárica na geriatria

Categoria(s): Biogeriatria, Emergências, Infectologia, Oncogeriatria, Saúde Geriátrica

Atualidade

Desde meados do século XVII tem sido observado que as pessoas que vivem nas montanhas “se sentem melhor” quando se dirigem para locais situados ao nível do mar.

Este fato se deve maior pressão atmosférica neste nível. Lembrem-se que a pressão de O2 alveolar (PAO2) depende da pressão barométrica (sempre maior medida que nos aproximamos do nível do mar), e uma vez que a fração de O2 é sempre mantida, em “ar ambiente”, isto é, 21%. PAO2 = FIO2(Pb-47)-1.2(PaCO2).

Esta observação empírica permitiu o surgimento da terapia hiperbárica, com o trabalho clássico de Boerema em 1955.

O combate despressurização

Medicina hiperbárica

A medicina hiperbárica dedica-se ao estudo do tratamento de pessoas acometidas de diversas doenças nas quais podemos utilizar o O2 como agente terapêutico (que é), e das conseqüências decorrentes de certas situações como o mergulho, da despressurização de certos ambientes (como interior de aeronaves) ou dos benefícios advindos do tratamento em ambientes pressurizados.No Brasil, assim como em outros países, têm ocorrido muitos sequelas graves, até fatais, com mergulhadores amadores, atendidos em Serviços de Emergência, por equipes sem informações mínimas de como conduzir o atendimento.

As médidas iniciais envolvem a oxigenação a 100%, reposições com soluções de Ringer-Lactato e controle da diurese (para tamponamento da elevação de CO2), decúbito lateral esquerdo com proteção para cabeças e vias aéreas (cabeça e os pés devem ficar no mesmo nível), como prevenção de fenômenos embólicos.

Oxigenoterapia Hiperbárica

A oxigenoterapia hiperbárica é uma forma de tratamento que consiste em submeter o paciente ventilação, espontânea ou não, com oxigênio puro e em ambiente estanque e pressurizado, a chamada câmara hiperbárica (emprego da pressão do oxigênio a se administrar).

Existem inúmeras indicações para a oxigenoterapia hiperbárica, seja como tratamento principal ou como coadjuvante, em doenças agudas ou crônicas, de natureza isquêmica, infecciosa, traumática ou simplesmente inflamatória , geralmente resistentes aos tratamentos habituais.

As indicações são cientificamente reconhecidas e constam da resolução do Conselho Federal de Medicina n. 1457/95.

Referência:

Brito, T - Medicina Hiperbárica/Oxigenoterapia Hiperbárica - Conselho Federal de Medicina, maio/junho 2002.

Veja Também:
Sobre os autores
Osteoporose
Desaferentação
Radicais livres e terapia bioenergética: acupuntura
Plaquetose
Terminalidade - Parte 1. Cuidados paliativos

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