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Nov
28
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Incontinência fecal - o uso dos laxantes
Categoria(s): Gastrogeriatria, Gerontologia |
Resenha
A incontinência fecal é uma das áreas mais “abandonadas” da medicina, somente nos últimos 10 anos este “tabu” para os pacientes e médicos está desaparecendo e começa a ser falado abertamente.
Apesar de aproximadamente 2% dos idosos sofrerem com esta condição, agora que a medicina passou a compreender melhor a sua fisiologia, graças aos avanços da tecnologia de imagens.
Existem muitos fatores que contribuem para a perda involuntária das fezes, incluindo a integridade dos músculos do esfíncter anal, a força de contração do intestino, a consistência das fezes e fatores psicológicos.
Geralmente, a incontinência fecal é resultante da degeneração do delicado músculo liso do esfíncter anal, que o mantém fechado. Tanto pode ser uma complicação da terapia cirúrgica da fístula anal, como, no caso das mulheres decorrentes do parto vaginal.
O diagnóstico é feito através da história clínica, exame físico geral, exame da região anal e eventualmente ultra-sonografia anal. Porém, somente um terço do diagnóstico da lesão músculo liso do esfíncter anal é feito pela ultra-sonografia anal, e o exame clínico geralmente não revela o dano.
Os indivíduos com lesões anais ou medulares, prolapso retal (protrusão do revestimento do reto através do ânus), demência, lesão neurológica causada pelo diabetes, tumores do ânus podem desenvolver uma incontinência fecal persistente.
Deverá, também, ser considerada a alteração sensitiva da mucosa retal que ocorre no processo de envelhecimento no idoso e/ou pelo uso prolongado e abusivo de laxativos que provocam a degeneração neural da mucosa retal. Ambos causam a perda de sensibilidade para a presença de fezes na ampola retal, não havendo a contração dos músculos da continência voluntária, ou seja, o esfíncter anal externo, os elevadores do ânus e o puborretal.
No tratamento, cada um dos fatores tem que ser corrigido de forma objetiva e satisfatória.
Referência:
Quilici FA, Reis Neto JA Atlas de Proctologia. São Paulo, Lemos 2000.
