Nov
21

Medicina hiperbárica na geriatria

Categoria(s): Biogeriatria, Emergências, Infectologia, Oncogeriatria, Saúde Geriátrica


Atualidade

Desde meados do século XVII tem sido observado que as pessoas que vivem nas montanhas “se sentem melhor” quando se dirigem para locais situados ao nível do mar.

Este fato se deve à maior pressão atmosférica neste nível. Lembrem-se que a pressão de O2 alveolar (PAO2) depende da pressão barométrica (sempre maior à medida que nos aproximamos do nível do mar), e uma vez que a fração de O2 é sempre mantida, em “ar ambiente”, isto é, 21%. PAO2 = FIO2(Pb-47)-1.2(PaCO2).

Esta observação empírica permitiu o surgimento da terapia hiperbárica, com o trabalho clássico de Boerema em 1955.

O combate à despressurização

Medicina hiperbárica

A medicina hiperbárica dedica-se ao estudo do tratamento de pessoas acometidas de diversas doenças nas quais podemos utilizar o O2 como agente terapêutico (que é), e das conseqüências decorrentes de certas situações como o mergulho, da despressurização de certos ambientes (como interior de aeronaves) ou dos benefícios advindos do tratamento em ambientes pressurizados.No Brasil, assim como em outros países, têm ocorrido muitos sequelas graves, até fatais, com mergulhadores amadores, atendidos em Serviços de Emergência, por equipes sem informações mínimas de como conduzir o atendimento.

As médidas iniciais envolvem a oxigenação a 100%, reposições com soluções de Ringer-Lactato e controle da diurese (para tamponamento da elevação de CO2), decúbito lateral esquerdo com proteção para cabeças e vias aéreas (cabeça e os pés devem ficar no mesmo nível), como prevenção de fenômenos embólicos.

Oxigenoterapia Hiperbárica

A oxigenoterapia hiperbárica é uma forma de tratamento que consiste em submeter o paciente à ventilação, espontânea ou não, com oxigênio puro e em ambiente estanque e pressurizado, a chamada câmara hiperbárica (emprego da pressão do oxigênio a se administrar).

Existem inúmeras indicações para a oxigenoterapia hiperbárica, seja como tratamento principal ou como coadjuvante, em doenças agudas ou crônicas, de natureza isquêmica, infecciosa, traumática ou simplesmente inflamatória , geralmente resistentes aos tratamentos habituais.

As indicações são cientificamente reconhecidas e constam da resolução do Conselho Federal de Medicina n. 1457/95.

Referência:

Brito, T - Medicina Hiperbárica/Oxigenoterapia Hiperbárica - Conselho Federal de Medicina, maio/junho 2002.

Indique esse artigo Indique esse artigo


5 Comentários »

  1. Úlceras crônicas nas pernas comenta:

    14 Junho, 2007 @ 21:25

    [...] Poucos estudos de alocação aleatória compararam os efeitos dos curativos, embora haja um consenso geral de que o ambiente úmido acelere a cicatrização quando comparado com a exposição da ferida ao ar ambiente. Outro ponto em estudo é a utilização da medicina hiperbárica na terapia das úlceras. [...]

  2. Eliane Dinis comenta:

    16 Fevereiro, 2008 @ 08:54

    Gostaria de saber se em casos de Esclerose múltipla,esse tratamento oferece resultados.Grata.

  3. Eliane Dinis comenta:

    16 Fevereiro, 2008 @ 08:58

    Minha irmã tem 42 anos e tem Esclerose a 5 anos, moramos em Guarujá, gostaria de saber onde posso encontrar esse tratamento, se há custos, enfim tenho urgência na resposta.

  4. Rosana Bueno de Souza comenta:

    16 Junho, 2008 @ 06:56

    Minha está fazendo tratamento na camara hiperbárica. Ela tem 76 anos, depois que ela come~çou a fazer o tratamento ela ficou muito confusa. Isso é normal?
    Grata.

  5. Anelita Matias Aleixo comenta:

    25 Julho, 2008 @ 09:20

    Li todo o artigo, más gostaria de saber se a câmara hiperbárica é indicada para tratamento em pacientes que sofreram derrame e está com um lado do corpo ( braço e perna) sem movimento?

    Aguardo resposta se possivel

    Obrigada.

RSS Feed for comments on this post · TrackBack URI

Deixe seu comentário aqui !