15 - nov
  

Insônia nos idosos

Categoria(s): Biologia, Neurologia geriátrica, Terapeuta ocupacional




Editorial

A insônia é o distúrbio de sono mais comum e talvez o mais freqüente queixa após a de dor. As queixas de insônia estão associadas com variantes demográficas incluindo idade (mais de 25% das pessoas com 65 anos ou mais relatam interrupção do sono principalmente os aposentados, inativos ou viúvos), sexo (é duas vezes mais comum em mulheres) e status ocupacional e socioeconômico.

Outro dado importante seria que 20% das pessoas que hoje têm insônia tomaram pílulas para dormir em alguma época do passado. O manejo da insônia, principalmente com relação a sua terapêutica, vem sofrendo modificações com o decorrer dos anos com a finalidade de priorizar aspectos preventivos em relação ao tratamento convencional evitando-se assim o uso abusivo de medicamentos, muitas vezes desnecessários.

O idoso precisa verificar se ele tem dificuldade para começar a dormir, que acontece em função da ansiedade, ou se ele acorda e não dorme mais, o que pode acontecer em função de depressão. A mais preocupante das fases da insônia é a chamada terminal, onde o idoso não consegue passar pelas cinco fases do sono.

Fases do sono – A primeira delas é a sonolência, onde o sono começa a ser aprofundado. Entre a segunda e a terceira fase ocorrem às alterações nas ondas cerebrais e o sono começa a ficar mais pesado. A quarta fase chamada de REM (rapid eye moviment), é onde acontecem os sonhos e o reordenamento da memória pelo cérebro.

Nos idosos é muito comum a interrupção entre as fases um e três, por isso acorda muito rápido ou quando dorme, fica quase em estado de vigília, ou seja, meio dormindo e meio acordado. O principal tratamento para estes casos começa na mudança de hábito. Comer pouco à noite e ter um ambiente tranqüilo já contribuem bastante.

Mas é necessário se fazer uma consulta médica para se saber a origem da insônia e se ela não é sintoma de alguma doença. A auto-medicação é totalmente perigosa nestes casos, pois se desconhece a causa. Ela pode ser tratada tanto com indutores de sono quanto com hipnóticos, que só médico poderá determinar.

Referências:

Duthie Jr Edmund H. Duthie Jr; Katz, Paul R. Geriatria Prática. Sono nos idosos. 3ª edição, Rio de Janeiro: Editora Revinter, 2002, pág.230-236.

Martinez, Denis (2006) Os cuidados com o sono.[on line]

Poyares, Dalva et.al.(2003). I Consenso Brasileiro de Insônia. [on line]

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5 Comentários »

  1. Monica comenta:

    6 dezembro, 2006 @ 10:39 PM

    A insônia é o problema mais comum que atinge cada um de nós em algum momento da vida. É o distúrbio de sono mais comum e talvez a mais freqüente queixa após a de dor. Uma pesquisa recente ( Gallup Organization 1991) encontrou que 36 % dos americanos sofrem de algum tipo de distúrbio do sono, 27 % dos pesquisados tinham insônia ocasionalmente e 9 % disseram que sua dificuldade para dormir ocorre regularmente, caracterizando insônia crônica.

    Os distúrbios do sono não estão restritos a adultos. Mais de 30% de crianças em idade pré escolar, 26% dos pacientes pediátricos e 15 % dos adolescentes sofrem de interrupção do sono.

    As queixas de insônia estão associadas com variantes demográficas incluindo idade, sexo e status ocupacional e socioeconômico. A relação mais forte está com a idade. Mais de 25% das pessoas com 65 anos ou mais relatam interrupção do sono. A insônia também é duas vezes mais comum em mulheres que em homens. O uso de medicamentos para dormir durante um longo tempo também pode causar insônia. 20% das pessoas que tem insônia hoje tomaram pílulas para dormir em alguma época do passado.

    Há uma forte relação entre sono e distúrbios emocionais, na qual é difícil saber quem é a causa , quem é a conseqüência.

    Como pode-se observar uma outra causa de disturbio do sono é o uso inadequado de medicação ,como exemplo o diurético no período noturno, o qual faz com que o idoso acorde várias vezes a noite e tenha dificuldade de dormir.A ansiedade e a depressão também pode estar associada ao quadro de distúrbio do sono.

    http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab2000/sono/insonia.htm – 8k

  2. Ana Claúdia da Cunha Corrêa comenta:

    10 fevereiro, 2007 @ 10:34 AM

    A insonia é uma queixa muito frequente não somente entre os idosos, como na população em geral. As suas causas são inúmeras, sendo assim devemos investigá-la com cautela, e não somente administrar medicamentos, pois muitas dessas causas são passíveis de correção.Uma das principais causas de insonia nos idosos é a alteração do ciclo circadiano o qual pode ser resolvido com medidas não farmacológicas, ou seja, expor o idoso luz por um período de 2 horas no inicio da noite, sendo assim, ele dormirá mais tarde e consequentemente acordará mais tarde. É interessante ressaltar que ao contrario do que muitos profissionais da área de saúde fazem com certa frequencia, está contra indicado a administração de ansioliticos de uso contínuo para o tratamento da insõnia no idoso, sendo o mais correto a administração dos mesmos, se necessário em dias alternados ou até mesmo mais espaçadamente. E nos conscientizarmos cada vez mais a dar preferência as medidas alternativas para correção da insônia ao invés do tratamento farmacológico.

  3. Hepraion Doroteu comenta:

    4 março, 2008 @ 9:43 PM

    Sou estudante de enfermagem , estou fazendo um trabalho sobre as principais alteracoes ( as que mais se destacaram ) do ano 1960 até os dias atuais.
    Vcs tem com mim enviar algum material para que eu possa acrescentar dentro do meu conteudo didatico.
    grato.

  4. vilma alves de assis comenta:

    30 abril, 2009 @ 5:55 PM

    boa noite? quero saber se cura a insonia

  5. JOSEFA PEREIRA DA SILVA comenta:

    10 agosto, 2009 @ 8:55 PM

    tenho 55 anos e diariamente tenho insonia, como resolver

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