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Nov
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Estudantes da área da saúde e a morte
Categoria(s): Gerontologia, Tanatologia |
Resenha
O despreparo dos profissionais das áreas da saúde em lidar com a morte tem como uma das causas, além dos aspectos cultural e espiritual pessoal, o ensino nos cursos que reforçam a formação técnico-científica dos futuros profissionais, propiciando pouco espaço para abordagem dos aspectos emocionais, espirituais e sociais do ser humano. Nesse sentido, muitas vezes a morte pode ser associada com derrota, perda, frustração, justamente o oposto da meta dos cursos da área de saúde.
Bernard Lown, em seu livro A arte perdida de curar, afirma “As escolas de medicina e o estágio nos hospitais preparam os futuros médicos para tornarem-se oficiais-maiores da ciência e gerentes de biotecnologias complexas. Muito pouco se ensina sobre a arte de ser médico. Os médicos aprendem pouquíssimo a lidar com a morte. A realidade mais fundamental é que houve uma revolução biotecnológica que possibilita o prolongamento interminável do morrer”.
Um artigo publicado em 1995, no Archives of internal Medicine, mostrou que apenas cinco de cento e vinte e seis escolas médicas norte-ameriacanas ofereciam ensinamentos sobre a terminalidade humana. E, apenas vinte e seis dos sete mil e quarenta e oito programas de residência médica tratavem do tema em reuniões científicas.
No ano de 2000, o médico e bioeticista da Universidade Estadual de Londrina, José Eduardo Siqueira, um dos pioneiros do ensino da Bioética nos cursos de Medicina no Brasil, fez uma reflexão sobre a assistência médica aos pacientes em fase terminal. Ele propôs um desafio especialmente para os hospitais universitários, para que, além da oferta da alta tecnologia, fosse criado um serviço de cuidados aos pacientes incuráveis em fase terminal, chamado de enfermaria de cuidados paliativos, no qual os formadores poderiam iniciar a transformação do conhecimento técnico científico aliado humanização.
A proposta do Professor Siqueira é pertinente, pois, se por um lado existe a preocupação de que os acadêmicos tenham experiências de aprendizagem por meio de estágios nas diversas clínicas, nem sempre há intencionalidade durante os estágios para o cuidado com o paciente fora de possibilidade de cura.
A existência na instituição de ensino de um serviço que dê oportunidade estas experiências abre possibilidades para que os alunos tenham interesse na alta tecnologia, como os equipamentos e terapêuticas de última geração. Ao mesmo tempo, os alunos teriam experiências com tecnologias mais simples, que envolvem atitudes tais como: compaixão, respeito, diálogo, comunicação, e com terapêuticas de baixo custo, como o controle da dor e sintomas, o que sintetiza a humanização do cuidado.
Com experiências como as descritas acima, o futuro profissional da área da saúde poderá desenvolver atenção aos pacientes hospitalizados ou não, que requerem cuidados paliativos, independentemente da especialidade em que estiverem atuando os profissionais.
Todos os ramos da área da saúde têm sido incansáveis no empenho de prolongar a vida de seus doentes, com sucesso extraordinário. A mesma atenção, contudo, não tem sido aplicada para diminuir ou amenizar a angústia e sofrimento de portadores de moléstias incuráveis.
Referência:
Rosa CAP. A morte e o ensino médico. Revista. Brasileira de Educação Médica. Rio de janeiro, V.23, n.23, p52-67, mai/dez.1999.
Carvalho, MVB.; Franco, ACR. Uma experiência de ensino sobre a relação paciente fora de possibilidades de cura/ enfermeira em nível de graduação. Prática Hospitalar, São Paulo, v.1, n.5, p.47-54, set./out. 1999.

cristina leao comenta:
2 Março, 2008 @ 13:39
Boa tarde!
Estou fazendo um artigo científico para término de minha faculdade Enfermagem Superior,e meu tema é Enfrentamento da morte para os profissionais de saúde, e estou na procura de bons
artigos. Você pode me ajudar?
glaucia comenta:
18 Julho, 2008 @ 21:44
Olá!
Estou precisando de algumas informações sobre o tema “pacientes terminais”, pois estou para realizar uma apresentação em uma instituiçao !
Muito Obrigado!