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Idosos no volante

Categoria(s): Gerontologia, Sociologia


Ponto de vista
Ao contrário do que muitos pensam, os idosos não representam uma ameaça no transito. Somente 6,2% dos condutores envolvidos em acidentes estão com idade acima dos 55 anos. Já 27,9% dos condutores que causam acidentes estão entre 25 a 34 anos e 24,8% entre 18 a 24 anos, de acordo com dados do DETRAM-SP.

O idoso pode e deve dirigir, desde que tenha condições físicas e mentais para isso. Essa restrição não é exclusiva dos idosos. Todos os condutores devem gozar de plena saúde física e mental para dirigir. Os reflexos, a visão, a audição e senso de perigo devem ser observados pelas pessoas próximas (familiares e amigos) e pelo médico do idoso.

Para o idoso, dirigir é manter sua autonomia e independência. Atualmente, de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), há no país 4,5 milhões de motoristas habilitados com idade entre 56 e 99 anos, 12,85% do total de 35 milhões.

Embora o idoso seja mais prudente no trânsito, ele deve evitar trechos que não conheça e não domine, nunca deve correr para evitar acidentes. A perda de cognição (capacidade de decisão, de associar informações), a hipertensão e os problemas na visão, nas articulações e na musculatura podem fazer com que o idoso tenha de reduzir o uso do carro ou até deixar de dirigir. De acordo com dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), por exemplo, na pessoa com idade entre 70 e 80 anos a flexão no joelho é de 58%, quando nos mais jovens (de 20 a 35 anos), chega a 78%. Além disso, alguns remédios recomendados aos idosos podem prejudicar seus reflexos, aumentando o risco de acidentes. Por esses motivos, a partir dos 65 anos, segundo o Código Brasileiro de Trânsito, o motorista deve fazer o exame de saúde para renovar a carteira de habilitação a cada três anos - até essa idade, o prazo é de cinco anos.

Mesmo sendo mais cauteloso, a taxa de mortalidade entre idosos que sofrem acidentes é mais alta do que a de jovens, pelo fato de terem menos reservas de osso, sangue, por complicações na recuperação e doenças decorrentes.

Os idosos possuem um comportamento educado e quase sempre praticam a direção defensiva. Para eles, o grande problema em abrir mão da direção é o fato de não poderem mais contar com o carro como meio de transporte e assim passar a depender dos outros, até para uma das mais básicas das necessidades – a locomoção. O importante é o apoio da família e fazer com que o próprio idoso perceba o momento de parar.

Referência:

DENATRAN

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4 Comentários »

  1. Gabriel Araújo dos Santos comenta:

    28 Agosto, 2007 @ 09:42

    Ainda bem que existem pessoas que se interessam pelo bem estar dos outros, em especial dos idosos, que não precisam a ficar a olhar pelo espaço, sem nada do que se ocupar. Olha quanta coisa boa nesta página.
    Parabéns aos seus idealizadores, que com sua atenção reaninam as pessoas e lhes devolvem a vontade de viver.

  2. goreth menezes comenta:

    22 Outubro, 2007 @ 18:26

    fiquei impressionada com os artigos aqui exposto, achei ótimo de ler os artigos, pois sao de facil entendimento, e a cada final mais uma serie de bons outros artigos. Estao de parabens, pois eu sou uma pessoa que tenho muitos idosos na minha familia.serei sempre visitante nesta página. obrigaga por esclarecernos mais.goreth

  3. Andreia de Melo Dias Linhares comenta:

    10 Novembro, 2007 @ 18:15

    Achei otima a pagina de voces, é incrivel como com o numero crescente de idosos em nosso pais encontremos pouco material de pesquisa de qualidade sobre assuntos relacionados aos idosos . parabéns pela iniciativa e pelo conteudo .

  4. Rute dos Santos comenta:

    22 Janeiro, 2008 @ 08:03

    É incrivel, maravilhoso quando encontramos, uma pagina como esta de voces tão util voltada, para a necessidade dos idosos em geral.

    Obrigada , e Parabens.

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