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Nov
09
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Câncer de mama e TRH
Categoria(s): Endocrinogeriatria, Ginecogeriatria, Oncogeriatria, Programa de saúde |
Resenha
O câncer de mama é a neoplasia mais comum da mulher brasileira. Segundo o Ministério da Saúde, em 2003, ocorreram cerca de 41.600 novos casos, sendo os estados de São Paulo, Distrito Federal e Porto Alegre os que apresentaram as maiores taxas de incidência.
Este tipo de câncer vem aumentando significativamente nos últimos 20 anos, acentuando-se a partir de 1990, com um aumento de 69% nas taxas de mortalidade (5,77 em 1979 para 9,75 por 100.000 mulheres em 1999).
Muitos tipos de câncer pode ser previnido ou tratado eficazmente se são diagnósticado precocemente. Por ano há 49.750 casos novos de câncer de mama, que resultam em 7.500 mortes. Há um leve crescimento no aumento da mortalidade, incremento significativo da oferta de serviços hospitalares, diagnóstico da doença em estágio avançado. Na outra ponta, apenas 43% das mulheres têm acesso regular a tomografias, 39% das equipes do PSF (Programa de Saúde da FamÃlia) não dispõem de equipamentos ginecoobstétricos e 34,4% das mulheres com mais de 40 anos jamais foram submetidas a exames clÃnicos da mama.
A terapia de reposição hormonal poderia estar contribuindo para o aumento da incidência de câncer de mama?
Pouco se conhece dos efeitos dos esteróides sexuais sobre as diferentes estruturas tissulares que constituem a glândula mamária.
Não se comprovou que os estrogênios, os progestagênios, ou ambos, são os responsáveis pela proliferação anaplásica das células ductais. O uso de terapia de reposição hormonal (TRH) com estrogênios conjugados, na dose de 0,625 mg diários, sugerem que não há risco discernÃvel de Ca de mama com uso contÃnuo por 10 anos e, aumento não significativo com uso contÃnuo por 15 anos. Em mulheres tratadas desde a pré-menopausa, por mais de 15 anos, o risco aumenta em dobro do observado em não usuárias de TRH.
Estes dados mostram que o risco de câncer de mama existe mas, é pouco significativo, sobre tudo quando se faz um controle preventivo eficaz, ou seja, a educação e alerta para as mulheres é a melhor prevenção, e independente do grande número de mulheres brasileiras no climatério (perÃodo que entre 45 e 64 anos), mais de 13,5 milhões segundo o CENSO de 2000, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica).
Referência:
Ministério da Saúde. Câncer no Brasil - Dados dos Registros de Base Populacional; 2003. DisponÃvel em: URL: http://inca.gov.br/regpop/2003/comentarios.asp?ID=13.
Climatério - Manual de Orientação - FEBRASCO 1995
