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06
Jan
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Estudo de caso - Disfunção erétil
Categoria(s): Caso clÃnico, Endocrinogeriatria, Urogeriatria |
Interpretação clÃnica
- Homem de 58 anos se apresenta com queixa de disfunçnao erétil nos últimos dosi meses. Sua parceira é a mesma há 30 anos. Ele esta sentindo perda da libido, dificuldade de chegar e manter consistentemente uma ereçnao. Continua a ter ereções noturnas involuntárias.
Saber ser hipertenso há mais de 20 anos, tendo sido submetido a revascularização miocárdica há dois anos e meio, por sentir angina de esforço. Atulamente hemodinamicamente estável sob uso de inibidor da ECA e betabloqueador. - Há 3 semanas havia consultado com seu médico urologista que constatou próstata levemente aumentada e PSA de 0,67, concentração de testosterona total de 320 ng/ml ( normal 300 a 1200 ng/ml). Demais testes hormonais, luteinizante e folÃculo estimulante normais.
Qual a possÃvel causa da disfunção erétil do paciente?
A presenta das ereções noturnas fala a favor da integridade anatômica e sua capacidade de desenvolver ereções, aonde se descarta doença vascular periférica e neuropatia sacral. Portanto, causas centrais, como depressão e terapia com betabloqueador, são mais prováveis.
As medicações são uma das principais causas de disfunção erétil e devemser reavaliadas antes de se abordar outras etiologias. Certamente, a cardioproteção deve ser equilibrada com vida saudável, sobretudo a funçnao sexual. As cardiopatias são fontes potenciais de depressão nos pacientes, onde os apoios psicológicos são fundamentais, sobre tudo nos pacientes que necessitaram de intervenções cirúrgicas.
A redução da testosterona poderia congtribuir para a diminuição da tumescência peniana e para a diminuição da libido, e ainda seria consistente com ereções noturnas ocasionais. Um nÃvel de 320 ng/ml de testosterona é compatÃvel com função testicular normal. Neste paciente não existe indicação da reposição de testosterona, pois seus nÃveis estão normais, mesmo perto do limite inferior. O excesso de testosterona pode causar policitemia, que pode piorar a doença cardiovascular que o paciente apresenta.
O aconselhamento sexual é extremamente útil para esse paciente.
Referência:
Morley JE, KaiserFE - Impotente the internist’s approach to diagnosis and treatment. Adv Intern Med. 1993;38:151-168.
Tags: disfunção erétil, folÃculo estimulante, libido, testosterona
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