17
mai

 Câncer de ovário

 

Categoria(s): Ginecogeriatria, Oncogeriatria

Conceitos

 

O Câncer de ovário representa 3% dos cânceres das mulheres, mas é o mais letal. É mais frequente a partir dos 50 anos. Normalmente não dá sintomas ou estes são muito vagos, por isso o diagnóstico costuma acontecer quando ele já se espalhou pelo corpo, em especial para o fígado como mostra a ilustração. O exame capaz de mostrar a presença de alterações nos ovários é o ultrassom transvaginal. Já o marcador CA 125, uma proteína dosada em exame de sangue, serve para acompanhamento do desenvolvimento do tratamento  para o tumor, mas não para o diagnóstico, por está muito aumentado nos casos de endometriose.

As mulheres com casos desse tumor na familia têm mais chances de desenvolver a doença, pois 10% dos tumores de ovário tem componente genético.

Os principais sintomas do câncer de ovário são: inchaço abdominal, diarréias inexplicadas, aumento do volume de urina, ganho ou perda de peso, dor abdominal e sangramentos vaginais.

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16
mai

 Endometriose – O que é?

 

Categoria(s): Ginecogeriatria, Oncogeriatria

Dicionário

Endometriose é um distúrbio ginecológico caracterizado pelo crescimento do tecido que reveste a cavidade uterina, o endométrio, fora do útero. A endometriose causa muita dor abdominal na mulher e pode levar a infertilidade. A endometriose se manifesta com maior frequência nos ovários e na cavidade pélvica, mas pode ser encontrada em cicatrizes cirúrgicas, nos intestinos e até nos pulmões.

Os pontos escuros na figura representam os locais onde podem ocorrer a endometriose, ou seja, em toda a pelves da mulher.

A doença acomete as mulheres no período reprodutivo por estar associada à presença dos hormônios femininos. A queixa principal é a de dor pélvica crônica, que pode variar de leve a incapacitante. Outros sintomas são a irregularidade menstrual, a dismenorréia (cólica menstrual exagerada) e a dispauremia (dor na relação sexual). Outras queixas mais raras são alterações urinárias, alterações intestinais, dor ao evacuar ou urinar, diarréia, urgência urinária e sangramento urinário.

Diagnóstico – Nos casos de suspeita clínica e ultrassonografia pélvica sugestiva, deve-se solicitar o marcador CA-125. O marcador sanguíneo CA-125, um antigeno descrito para o câncer de ovário que pode aumentar com a endometriose e deve ser dosado durante os três primeiros dias do ciclo menstrual. O passo seguinte é a videolaparoscopia, diagnóstica e terapêutica.

Videolaparoscopia - a videolaparoscopia, além de permitir 100% de acerto e localização diagnóstica da endometriose, possibilita o tratamento cirúrgico, por meio de ressecção, coagulação e vaporização dos focos de endometriose.

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15
mai

 Vasculites crioglobulinêmicas

 

Categoria(s): Angiologia Geriátrica, Imunologia, Inflamação

Vasculopatia

Vasculite Criogobulinêmica

A vasculite criogobulinêmica é por definição uma vasculite acompanhada de crioglobulinemia, que são imunocomplexos que precipitam do plasma a uma temperatura de 4 graus Celsius e redissolvem a 37 graus Celsius. Este imunmocomplexos são classificados em tipo I, composto por IgM monoclonais; tipo II, composto por um misto de factor reumatoide monoclonal ligado a imunoglobulinas policlonais (normalmente IgG), e tipo III, composto por imunoglobulinas policlonais e imunocomplexos.

Histologicamente a vasculite crioglobulinêmica assemelha-se a outras vasculites de pequenos vasos, mas com poucas células inflamtórias, no entanto, imunohistologicamente tem depósitos imunes de IgG e IgM na parede vascular, o que a distingue da púpura de Henoch-Schönlein e da poliangeíte que não tem imunocomplexos. A crioglobulinemia pode ser induzida por doenças autoimunes e na resposta a infecções, por exemplo a infecção por hepatite C.

Etiologia

A mais de 50%  dos casos de vasculite por crioglobulinêmica mista são atribuída à infecção pelo vírus da hepatite C.

A vasculite crioglobulinêmica também pode ocorrer secundariamente a doenças do tecido conectivo (lúpus eritematoso sistêmico, síndrome de Sjögren primária, dermatopolimiosite e artrite reumatóide), linfomas e, menos frequentemente, infecções pelos vírus da
hepatite A e B, HIV, vírus varicela-zóster, citomegalovírus, HTLV-1, vírus da rubéola, Mycobacterium leprae, Treponema pallidum, endocardite bacteriana, Plasmodium sp, Toxoplasma gondii e parvovírus B19.

Sintomatologia – As manifestações clínicas da vasculite crioglobulinêmica são: Púrpura (menos frequentemente urticária, livedo, exantema, ulcerações nas pernas) artralgia, artrite e fraqueza geral. Pode ocorrer polineuropatia distal, motora e/ou sensitiva, comprometimento pulmonar (alveolite linfocítica ), cardíaco (miocardite e coronarite), oftálmica (retinite), miosite, cerebral (AVC, vasculite cerebral, encefalopatia difusa, perda auditiva) e gastrointesinal (dor abdominal, hematêmese, diarréia, infarto intestinal) e reanl (síndrome nefrítica ou nefrótica).

Achados laboratoriais
– Nos pacientes com vasculites crioglobulinêmicas podem ser encontrados os seguintes achados sorológicos: anticorpos antiVHC em 90%, anticorpos antiVHB em 40%, antígeno de superfície do VHB (HBsAg) em 4%; hipocomplementemia em 90%, fator reumatóide em 70-80%, anticorpos antinucleares (FAN) em 20%, enzimas hepáticas elevadas em 25-40%, anticorpos anti-tireóide em 10%, e ANCA em menos de 5%.


Referência:

Lamprecht P, Gause A, Gross WL. Cryoglobulinemic vasculitis. Arthritis Rheum. 1999;42:2507-16.
Fiorentino DF. Cutaneous vasculites. J Am Acad Dermatol. 2003;48:311-40.

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Vasculite
Úlceras de pele – Vasculite Livedóide (VL)
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14
mai

 Meningite Tuberculosa

 

Categoria(s): Emergências, Infectologia, Neurogeriatria, Pneumogeriatria, Programa de saúde pública

Emergência

Meningite Tuberculosa

A Meningite Tuberculosa é uma das complicações mais graves da Tuberculose. O seu quadro clínico é, comumente, de início insidioso, embora alguns casos possam ter um início abrupto, marcado pelo surgimento de convulsões. Diferentemente das demais meningites, a Meningite Tuberculosa pode apresentar uma evolução mais lenta, de semanas ou meses, tornando difícil o diagnóstico. Na maioria dos casos de Meningite Tuberculosa, observam-se alterações radiológicas pulmonares.

A Meningite Tuberculosa não sofre variações sazonais e sua distribuição não é igual em todos os continentes. A doença guarda íntima relação com as características socioeconômicas, principalmente naqueles países onde a população está sujeita à desnutrição e às condições precárias de habitação. Com relação à faixa etária, o risco de adoecimento é elevado nos primeiros anos de vida, muito baixo na idade escolar, voltando a se elevar na adolescência e no início da idade adulta. Os indivíduos HIV (+) também têm um maior risco de adoecimento. A incidência de Meningite Tuberculosa é indicador epidemiológico importante de uma região, pois guarda estreita correlação com a incidência de casos bacilíferos na população adulta, além de indicar baixas coberturas vacinais com BCG.

A figura histológica mostra os bacilos álcool-ácido resistentes da tuberculose em coloração avermelhada.

A Tuberculose é transmitida de pessoa a pessoa, principalmente, através do ar. A fala, o espirro e, principalmente, a tosse de um doente de tuberculose pulmonar bacilífera lança no ar gotículas, de tamanhos variados, contendo no seu interior o bacilo. A prevenção é feita através da orientação da população sobre importância da manutenção de ambientes domiciliares e ocupacionais ventilados.

Vacinação -  O esquema recomendado para a vicinação é uma dose ao nascer, sendo indicada para a faixa etária de 0 a 4 anos, devendo ser administrada o mais precocemente possível, na própria maternidade ou na sala de vacinação da rede pública de saúde. Em criança que recebeu o BCG há seis meses ou mais, na qual esteja ausente a cicatriz vacinal, indica-se a revacinação, sem necessidade de realização prévia do teste tuberculínico (PPD).

Referência:

http://www.cremerj.org.br/publicacoes/145.PDF

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Meningite crônica
Doença meningocócica – O que é?
Febre do ORO – Quais os sintomas?

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13
mai

 Doença meningocócica – O que é?

 

Categoria(s): Emergências, Infectologia, Neurogeriatria, Programa de saúde pública

Dicionário

A doença meningocócica é uma infecção bacteriana aguda, rapidamente fatal, causada pela Neisseria meningitidis. Esta bactéria pode causar inflamação nas membranas que revestem o sistema nervoso central (meningite) e infecção generalizada (meningococcemia).

Os pacientes, geralmente crianças, podem apresentar-se consciente, sonolento, torporoso ou em coma. As lesões da pele são exuberantes com manchas equimóticas em todo o corpo. O exame neurológico mostra os reflexos superficiais e osteotendinosos presentes e normais.

Os sintomas são caracterizados por febre e bacteremia, simulando uma infecção respiratória, quase sempre diagnosticada por hemocultura. Porém, em geral, o quadro é grave, a exemplo de septicemia (meningococcemia), caracterizada por mal estar súbito, febre alta, calafrios, prostração, acompanhada de manifestações hemorragicas na pele (figura), e, ainda, sob a forma de meningite, com ou sem meningococcemia, de início súbito, com febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e rigidez de nuca, além de outros sinais de irritação meningea.

A apresentação mais grave da doenca é a meningoencefalite, na qual ocorre depressão sensorial profunda, sinais de irritação meníngea e comprometimento dos reflexos superficiais e osteotendinosos. Delírio e coma podem surgir no início da doença, ocorrendo, as vezes, casos fulminantes, com sinais de choque.

É a meningite de maior importância para a saúde pública, por se apresentar sob a forma de ondas epidêmicas que podem durar de 2 a 5 anos. Tem distribuição universal e os casos ocorrem durante todo o ano (forma endêmica).

O diagnóstico precoce e a qualidade da assistência contribuem para a redução da letalidade.

Referência:

http://www.cremerj.org.br/publicacoes/145.PDF

 

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